Karl Marx - Biografia



Filósofo e revolucionário alemão
Biografia de Karl Marx:


Karl Marx (1818–1883) foi filósofo e revolucionário alemão. Criou as bases da doutrina comunista, onde criticou o capitalismo. Sua filosofia exerceu influência em várias áreas do conhecimento, tais como Sociologia, Política, Direito, Teologia, Filosofia, Economia, entre outras.

Karl Marx (1818-1883) nasceu em Trèves, cidade ao sul da Prússia Renana, na fronteira da França, no dia 5 de maio de 1818. Filho de Herschel Marx, advogado e conselheiro da justiça, descendente de judeu, era perseguido pelo governo absolutista de Frederico Guilherme III. Em 1835 concluiu o curso ginasial no Liceu Friedrich Wilhelm. Ainda nesse ano e boa parte de 1836, Karl estudou Direito, História, Filosofia, Arte e Literatura na Universidade de Bonn.

No final de 1836, vai para Berlim, onde se propagam as ideias de Hegel, destacado filósofo e idealista alemão. Max se alinha com os "hegelianos de esquerda", que procuram analisar as questões sociais, fundamentados na necessidade de transformações na burguesia da Alemanha. Entre 1838 e 1840, dedica-se a elaboração de sua tese, em busca de um cargo de professor. Em 1841, na Universidade de Iena, apresenta o trabalho "A Diferença Entre a Filosofia da Natureza de Demócrito e a de Epicuro".

Por motivos políticos, Karl não é nomeado, as universidades não aceitam mestres que seguem as ideias de Hegel. Desiludido, dedica-se ao jornalismo. Escreve artigos para os Anais Alemães, de seu amigo Arnold Ruge, mas a censura impede sua publicação. Em outubro de 1842, muda-se para Colônia, e assume a direção do jornal Gazeta Renana, mas logo após a publicação do artigo sobre o absolutismo russo, o governo fecha o jornal.

Em julho de 1843, casa-se com Jenne, irmã de seu amigo Edgard von Westphalen. O casal muda-se para Paris, onde junto com Ruge funda a revista "Anais Franco Alemães", onde publica os artigos de Fredrich Engels. Max publica "Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel" e "Sobre a Questão Judaica". Ingressa numa sociedade secreta, mas é expulso da cidade.

Publica em 1848 o "Manifesto Comunista", onde já esboça suas principais idéias com a luta de classes e o materialismo histórico. Em fins de 1844, Max começa a escrever para o "Vornaerts" em Paris. As opiniões desagradam o governo Frederico Guilherme V, imperador da Prússia, que pressiona o governo francês a expulsar os colaboradores da publicação, entre eles Max e Engels. Em fevereiro é obrigado a sair da França. Vai para Bélgica.

Dedica-se a escrever teses sobre o socialismo e mantém contato com o movimento operário europeu. Funda a "Sociedade dos Trabalhadores Alemães". Junto com Engels, adquirem um semanário e se integram à "Liga dos Justos", entidade secreta de operários alemães, com filiais por toda a Europa. No 2º Congresso da Liga, são solicitados para redigir um manifesto. Com base no trabalho de Engels, Os Princípios do Comunismo, Max escreve o "Manifesto Comunista", que envia para Londres em Janeiro de 1848.

Na obra, Karl critica o capitalismo, expõe a história do movimento operário, e termina com um apelo pela união dos operários no mundo todo. Pouco tempo depois, Karl e sua mulher são presos e expulsos do Bélgica. Depois de vários exílios e privações, finalmente se instalam em Londres. Apesar da crise, em 1864 funda a "Associação Internacional dos Trabalhadores, em Londres" que fica conhecida como "Primeira Internacional". Com a ajuda de Engels, publica em 1867, o primeiro volume de sua mais importante obra, "O Capital", em que sintetiza suas críticas à economia capitalista.

Ao escrever "Crítica ao Programa de Gotha", condena o programa que o partido socialista alemão adotara em 1875. As teorias de Marx influenciaram a Revolução Russa de 1917, teóricos e políticos como Lênin, Trotski, Stalin e Mao Tsé-Tung. Assim, sua doutrina esteve presente em vários países, como a extinta URSS, a China e Cuba.

Karl Heinrich Max morreu em Londres, no dia 14 de março de 1883, em consequência de uma bronquite e de problemas respiratórios.



Informações biográficas de Karl Marx:
Data do Nascimento: 05/05/1818
Data da Morte: 14/03/1883
Morreu aos 64 anos
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Graciliano Ramos - Biografia



Escritor brasileiro
Biografia de Graciliano Ramos:


Graciliano Ramos (1892-1953) foi escritor brasileiro. O romance "Vidas Secas" foi sua obra de maior destaque. É considerado o melhor ficcionista do modernismo e o prosador mais importante da segunda fase do Modernismo. Suas obras embora tratem de problemas sociais do Nordeste brasileiro, apresentam uma visão crítica das relações humanas, que as tornam de interesse universal. Seus livros foram traduzidos para vários países. Seus trabalhos "Vidas Secas", "São Bernardo" e "Memórias do Cárcere", foram levados para o cinema. Recebeu o Prêmio da Fundação William Faulkner, dos Estados Unidos, pela obra "Vidas Secas".

Graciliano Ramos (1892-1953) nasceu na cidade de Quebrângulo, Alagoas, no dia 27 de outubro de 1892. Era o primogênito de quinze filhos, de uma família de classe média do sertão nordestino. Passou parte de sua infância na cidade de Buíque, em Pernambuco, e parte em Viçosa, Alagoas. Fez seus estudos secundários em Maceió. Não cursou nenhuma faculdade.

Em 1910 foi com a família, morar em Palmeira dos Índios, Maceió, onde seu pai abriu um pequeno comércio. Em 1914 foi para o Rio de Janeiro trabalhar como revisor dos jornais Correio da Manhã e A Tarde. Voltou para a cidade de Palmeira dos Índios onde trabalhou com o pai, no comércio. Em 1927 foi eleito prefeito da cidade, assumindo o cargo em 1928. Mudou-se para Maceió, em 1930, onde assumiu a direção da Imprensa Oficial e da Instrução Pública do Estado.

Graciliano Ramos estreou na literatura em 1933 com o romance "Caetés". Nessa época mantinha contato com José Lins do Rego, Raquel de Queiros e Jorge Amado. Em 1934 publicou o romance "São Bernardo" e em 1936 publicou "Angustia". Nesse mesmo ano, ainda no cargo de Diretor da Imprensa Oficial e da Instrução Pública do Estado, foi preso sob acusação de participar do movimento de esquerda. Após sofrer humilhações e percorrer vários presídios, foi libertado em janeiro de 1937. Essas experiências pessoais e dolorosas de sua vida, foram retratadas no livro "Memórias do Cárcere", publicado após sua morte. O romance "Vidas secas", escrito em 1938 é a sua obra mais importante.

Graciliano Ramos seguiu para o Rio de Janeiro, onde fixou residência e foi trabalhar como Inspetor Federal de Ensino. Em 1945 ingressou no partido comunista brasileiro. Em 1951 foi eleito presidente da Associação Brasileira de Escritores. Em 1952 viajou para os países socialistas do Leste Europeu, experiência descrita na obra "Viagem", publicada em 1954, após sua morte.

Graciliano Ramos morreu no Rio de Janeiro, no dia 20 de março de 1953.

Obras de Graciliano Ramos
Caetés, romance, 1933
São Bernardo, romance, 1934
Angústia, romance, 1936
Vidas Secas, romance, 1938
A Terra dos Meninos Pelados, literatura juvenil, 1942
História de Alexandre, literatura juvenil, 1944
Dois Dedos, literatura infantil, 1945
Infância, memórias, 1945
Histórias Incompletas, literatura infantil, 1946
Insônia, contos, 1947
Memórias do Cárcere, memórias, 1953
Viagem, memórias, 1954
Linhas Tortas, crônicas, 1962
Viventes das Alagoas, costumes do Nordeste, 1962



Informações biográficas de Graciliano Ramos:
Data do Nascimento: 27/10/1892
Data da Morte: 20/03/1953
Morreu aos 60 anos
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Aluísio Azevedo - Biografia




Escritor brasileiro
Biografia de Aluísio Azevedo:


Aluísio Azevedo (1857-1913) foi escritor brasileiro. "O Mulato" foi o romance que iniciou o Movimento Naturalista no Brasil. Foi também caricaturista, jornalista e diplomata. É membro fundador da Academia Brasileira de Letras.

Aluísio Azevedo (1857-1913) nasceu em São Luís, Maranhão, no dia 14 de abril de 1857. Levado pelo irmão, o teatrólogo e jornalista Artur Azevedo, viajou para o Rio de Janeiro aos 17 anos de idade. Começou a estudar na Academia Imperial de Belas-Artes, onde revelou seus dons para o desenho. Logo passou a colaborar, com caricaturas e poesias, em jornais e revistas.

Com a morte do pai, em 1879, Aluísio volta para São Luís e se dedica a literatura. Publica de seu primeiro romance, "Uma Lágrima de Mulher", em 1880, onde se mostra exageradamente sentimental e de estilo romântico. Em 1881 edita o romance "O Mulato", romance que inicia o Movimento Naturalista no Brasil. A obra denunciava o preconceito racial existente na burguesia maranhense Com a reação negativa da sociedade, Aluísio volta para o Rio de Janeiro.

Aluísio Azevedo abandonou as tendências românticas em que se formara, para influenciado por Eça de Queirós e Émile Zola, tornar-se o precursor do Movimento Realista-Naturalista. No Rio de Janeiro, passou a viver com a publicação de folhetins românticos a alguns relatos naturalistas. Viveu durante 15 anos do que ganhava como escritor.

Preocupado com a realidade cotidiana, seus tema prediletos foram a luta contra o preconceito de cor, o adultério, os vícios e o povo humilde. Na obra "O Cortiço", Aluísio retrata o aumento da população no Rio de Janeiro e o aparecimento de núcleos habitacionais, denominados cortiços, onde se aglomeravam trabalhadores e gente de atividades incertas. O grande personagem do romance é o próprio cortiço.

Em 1895, com quase quarenta anos, Aluísio ingressa na carreira diplomática, atuando como cônsul do Brasil no Japão, na Espanha, Inglaterra, Itália, Uruguai, Paraguai e Argentina. Durante todo esse período não mais se dedicou a produção literária.

Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo morreu em Buenos Aires, Argentina, no dia 21 de Janeiro de 1913.

Obras de Aluísio Azevedo
Uma Lágrima de Mulher, romance, 1879
Os Doidos, teatro, 1879
O Mulato, romance, 1881
Memórias de um Condenado, romance, 1882
Mistérios da Tijuca, romance, 1882
A Flor de Lis, teatro, 1882
A Casa de Orates, teatro, 1882
Casa de Pensão, romance, 1884
Filomena Borges, romance, 1884
O Coruja, romance, 1885
Venenos que Curam, teatro, 1886
O Caboclo, teatro, 1886
O Homem, romance, 1887
O Cortiço, romance, 1890
A República, teatro, 1890
Um Caso de Adultério, teatro, 1891
Em Flagrante, teatro, 1891
Demônios, contos, 1893
A Mortalha de Alzira, romance, 1894
O Livro de uma Sogra, romance, 1895
Pegadas, contos, 1897
O Touro Negro, teatro, 1898



Informações biográficas de Aluísio Azevedo:
Data do Nascimento: 14/04/1857
Data da Morte: 21/01/1913
Nasceu há 155 anos
Morreu aos 55 anos
Morreu há 100 anos
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Aluísio Azevedo - Biografia



Escritor brasileiro
Biografia de Aluísio Azevedo:


Aluísio Azevedo (1857-1913) foi escritor brasileiro. "O Mulato" foi o romance que iniciou o Movimento Naturalista no Brasil. Foi também caricaturista, jornalista e diplomata. É membro fundador da Academia Brasileira de Letras.

Aluísio Azevedo (1857-1913) nasceu em São Luís, Maranhão, no dia 14 de abril de 1857. Levado pelo irmão, o teatrólogo e jornalista Artur Azevedo, viajou para o Rio de Janeiro aos 17 anos de idade. Começou a estudar na Academia Imperial de Belas-Artes, onde revelou seus dons para o desenho. Logo passou a colaborar, com caricaturas e poesias, em jornais e revistas.

Com a morte do pai, em 1879, Aluísio volta para São Luís e se dedica a literatura. Publica de seu primeiro romance, "Uma Lágrima de Mulher", em 1880, onde se mostra exageradamente sentimental e de estilo romântico. Em 1881 edita o romance "O Mulato", romance que inicia o Movimento Naturalista no Brasil. A obra denunciava o preconceito racial existente na burguesia maranhense Com a reação negativa da sociedade, Aluísio volta para o Rio de Janeiro.

Aluísio Azevedo abandonou as tendências românticas em que se formara, para influenciado por Eça de Queirós e Émile Zola, tornar-se o precursor do Movimento Realista-Naturalista. No Rio de Janeiro, passou a viver com a publicação de folhetins românticos a alguns relatos naturalistas. Viveu durante 15 anos do que ganhava como escritor.

Preocupado com a realidade cotidiana, seus tema prediletos foram a luta contra o preconceito de cor, o adultério, os vícios e o povo humilde. Na obra "O Cortiço", Aluísio retrata o aumento da população no Rio de Janeiro e o aparecimento de núcleos habitacionais, denominados cortiços, onde se aglomeravam trabalhadores e gente de atividades incertas. O grande personagem do romance é o próprio cortiço.

Em 1895, com quase quarenta anos, Aluísio ingressa na carreira diplomática, atuando como cônsul do Brasil no Japão, na Espanha, Inglaterra, Itália, Uruguai, Paraguai e Argentina. Durante todo esse período não mais se dedicou a produção literária.

Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo morreu em Buenos Aires, Argentina, no dia 21 de Janeiro de 1913.

Obras de Aluísio Azevedo
Uma Lágrima de Mulher, romance, 1879
Os Doidos, teatro, 1879
O Mulato, romance, 1881
Memórias de um Condenado, romance, 1882
Mistérios da Tijuca, romance, 1882
A Flor de Lis, teatro, 1882
A Casa de Orates, teatro, 1882
Casa de Pensão, romance, 1884
Filomena Borges, romance, 1884
O Coruja, romance, 1885
Venenos que Curam, teatro, 1886
O Caboclo, teatro, 1886
O Homem, romance, 1887
O Cortiço, romance, 1890
A República, teatro, 1890
Um Caso de Adultério, teatro, 1891
Em Flagrante, teatro, 1891
Demônios, contos, 1893
A Mortalha de Alzira, romance, 1894
O Livro de uma Sogra, romance, 1895
Pegadas, contos, 1897
O Touro Negro, teatro, 1898



Informações biográficas de Aluísio Azevedo:
Data do Nascimento: 14/04/1857
Data da Morte: 21/01/1913
Nasceu há 155 anos
Morreu aos 55 anos
Morreu há 100 anos
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Monteiro Lobato - Biografia


Escritor brasileiro
Biografia de Monteiro Lobato:

Monteiro Lobato (1882-1948) foi um escritor brasileiro. "O Sitio do Picapau Amarelo" é uma de suas obras de maior destaque na literatura infantil. Foi um dos primeiros autores de literatura infantil em nosso país e em toda América Latina. Tornou-se editor, criando a "Editora Monteiro Lobato" e mais tarde a "Companhia Editora Nacional". Metade de suas obras é formada de literatura infantil.

Monteiro Lobato (1882-1948) nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Era filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Monteiro Lobato. Alfabetizado pela mãe, logo despertou o gosto pela leitura, lendo todos os livros infantis da biblioteca de seu avô o Visconde de Tremembé. Desde menino já mostrava seu temperamento irrequieto, escandalizou a sociedade quando se recusou fazer a primeira comunhão. Fez o curso secundário em Taubaté. Estudou no Instituto de Ciências e Letras de São Paulo.

Ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco na capital, em 1904. Na festa de formatura fez um discurso tão agressivo que vários professores, padres e bispos se retiraram da sala. Nesse mesmo ano voltou para Taubaté. Prestou concurso para a Promotoria Pública, assumindo o cargo na cidade de Areias, no Vale do Parnaíba, no ano de 1907.

Monteiro Lobato casou-se com Maria Pureza da Natividade, em 28 de março de 1908. Com ela teve quatro filhos, Marta (1909), Edgar (1910), Guilherme (1912) e Rute (1916). Paralelamente ao cargo de Promotor, escrevia para vários jornais e revistas, fazia desenhos e caricaturas. Ficou em Areias até 1911, quando muda-se para Taubaté, para a fazenda Buquira, deixada como herança pelo seu avô.

No dia 12 de novembro de 1912, o jornal O Estado de São Paulo publicou uma carta sua enviada à redação, intitulada "Velha Praga", onde destaca a ignorância do caboclo, criticando as queimadas e que a miséria tornava incapaz o desenvolvimento da agricultura na região. Sua carta foi publicada e causou grande polêmica. Mais tarde, publica novo artigo "Urupês", onde aparece pela primeira vez o personagem "Jeca Tatu".

Em 1917 vende a fazenda e vai morar em Caçapava, onde funda a revista "Paraíba". Nos 12 números publicados, teve como colaboradores Coelho Neto, Olavo Bilac, Cassiano Ricardo entre outras importantes figuras da literatura. Muda-se para São Paulo, onde colabora para a "Revista do Brasil". Em seguida compra a revista e a transforma em editora. Publica em 1917, seu primeiro livro "Urupês", que esgota sucessivas tiragens. Transforma a Revista em centro de cultura e a editora numa rede de distribuição com mais de mil representantes.

No dia 20 de dezembro de 1917, publica no jornal O Estado de São Paulo, um artigo intitulado "Paranoia ou Mistificação?", onde critica a exposição de Anita Malfatti, pintora paulista recém chegada da Europa. Estava criada uma polêmica, que acabou se transformando em estopim do movimento modernista.

Monteiro Lobato, em sociedade com Octalles Marcondes Ferreira, funda a "Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato". Com o racionamento de energia, a editora vai à falência. Vendem tudo e fundam a "Companhia Editora Nacional". Lobato muda-se para o Rio de Janeiro e começa a publicar livros para crianças. Em 1921 publica "Narizinho Arrebitado", livro de leitura para as escolas. A obra fez grande sucesso, o que levou o autor a prolongar as aventuras de seu personagem em outros livros girando todos ao redor do "Sítio do Picapau Amarelo". Em 1927 é nomeado, por Washington Luís, adido comercial nos Estados Unidos, onde permanece até 1931.

Como escritor literário, Lobato destacou-se no gênero "conto". O universo retratado, em geral são os vilarejos decadentes e as populações do Vale do Parnaíba, quando da crise do plantio do café. Em seu livro "Urupês", que foi sua estreia na literatura, Lobato criou a figura do "Jeca Tatu", símbolo do caipira brasileiro. As histórias do "Sítio do Picapau Amarelo", e seus habitantes, Emília, Dona Benta, Pedrinho, Tia Anastácia, Narizinho, Rabicó e tantos outros, misturam a realidade e a fantasia usando uma linguagem coloquial e acessível.

O livro "Caçadas de Pedrinho", publicado em 1933, que faz parte do Programa Nacional Biblioteca na Escola, do Ministério da Educação, está sendo questionado pelo movimento negro, por conter "elementos racistas". O livro relata a caçada a uma onça que está rondando o sítio. "É guerra e das boas, não vai escapar ninguém, nem tia Anastácia, que tem cara preta".

José Renato Monteiro Lobato morreu no dia 5 de julho de 1948, de problemas cardíacos.

Obras de Monteiro Lobato
Idéias de Jeca Tatu, conto, 1918
Urupês, conto, 1918
Cidades Mortas, conto, 1920
Negrinha, conto, 1920
O Saci, literatura infantil, 1921
Fábulas de Narizinho, literatura infantil, 1921
Narizinho Arribitado, literatura infantil, 1921
O Marquês de Rabicó, literatura infantil, 1922
O Macaco que se fez Homem, romance, 1923
Mundo da Lua, romance, 1923
Caçadas de Hans Staden, literatura infantil, 1927
Peter Pan, literatura infantil, 1930
Reinações de Narizinho, literatura infantil, 1931
Viagem ao Céu, literatura infantil, 1931
Caçadas de Pedrinho, 1933
Emília no País da Gramática, literatura infantil, 1934
História das Invenções, literatura infantil, 1935
Memórias da Emília, literatura infantil, 1936
Histórias de Tia Nastácia, literatura infantil, 1937
Serões de Dona Benta, literatura infantil, 1937
O Picapau Amarelo, literatura infantil, 1939

Fábulas de Monteiro Lobato
O Cavalo e o Burro
A Coruja e a Águia
O Lobo e o Cordeiro
O Corvo e o Pavão
A Formiga Má
A Garça Velha
As Duas Cachorras
O Jaboti e a Peúva
O Macaco e o Coelho
O Rabo do Macaco
Os Dois Burrinhos
Os Dois Ladrões
A caçada da Onça

Jeca Tatu
É no livro "Urupês", que Monteiro Lobato retrata a imagem do caipira brasileiro, onde destaca a pobreza e a ignorância do caboclo, que o tornava incapaz de auxiliar na agricultura. O Jeca Tatu é um flagrante do homem e da paisagem do interior. O personagem se tornou um símbolo nacionalista utilizado por Rui Barbosa em sua campanha presidencial de 1918. Na 4a edição do livro, Lobato pede desculpas ao homem do interior.



Informações biográficas de Monteiro Lobato:
Data do Nascimento: 18/04/1882
Data da Morte: 04/07/1948
Nasceu há 130 anos
Morreu aos 66 anos
Morreu há 64 anos

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James Watt - Biografia



  Inventor escocês (1736-1819).

  Criador da máquina a vapor.

  Nasceu em Greenock, Escócia e começou a estudar Mecânica aos 19 anos em Londres. Planejava especializar-se na construção de instrumentos matemáticos, mas não concluiu sua formação. Em menos de um ano voltou à Escócia, com problemas de saúde.
Em 1757, começa a trabalhar na Universidade de Glasgow, onde fabrica e conserta mecanismos de precisão utilizados nos laboratórios. Dois anos depois, já pesquisa o vapor como força motriz.
Em 1763, recebe para reparos a máquina com motor a vapor, de Thomas Newcomen, a mais avançada da época, e dedica-se a estudar as suas deficiências.  Em 1765, entre outras modificações, acopla o condensador à máquina de Newcomen, dando origem ao primeiro motor a vapor de utilização universal.
James Watt consegue a primeira patente do invento em 1769 e passa a aperfeiçoar o protótipo nos anos seguintes. Associado ao Industrial Matthew Boulton começa a construir suas primeiras máquinas no início de 1770. Em 1784, desenha a locomotiva a vapor. É quem usa pela primeira vez o termo cavalo-de-força (horse Power). A unidade métrica de potência, watt, recebe seu nome. Aposenta-se em 1800.
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A Questão do Mensalão



A crise começou com a divulgação de uma fita de vídeo em que o ex-diretor do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios Maurício Marinho detalha a dois empresários um esquema de pagamento de propina, supostamente gerido pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), e outro diretor da empresa, Antônio Osório Batista.
O dinheiro arrecadado com esse esquema de corrupção seria usado pelo dirigente do PTB para engordar o caixa do partido, de acordo com as denúncias.
Na gravação, Marinho afirma também que as outras estatais federais, como o Instituto de Resseguros do Brasil, teriam esquemas semelhantes. Diante dessas informações, as lideranças do PFL e do PSDB propuseram a criação de uma CPI mista para investigar as denúncias de corrupção. Inicialmente, a comissão teria os Correios como foco, mas alguns parlamentares oposicionistas admitiam que as investigações chegariam a outras estatais.
 Em 6 de junho de 2005, o deputado Roberto Jefferson, afirma em entrevista à Folha de São Paulo, que o PT distribuía um “mensalão” para deputados do PP e PL.
Parlamentares da base aliada receberiam “mesada” do PT para votar com o governo. Segundo Jefferson, o ministro da casa civil, José Dirceu e o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, eram os responsáveis por esse esquema de corrupção. Acusou Delúbio Soares de pagar um “mensalão” de R$30mil a deputados e que Marcos Valério é quem fazia a distribuição do dinheiro.
Ainda segundo Jefferson, o secretário-geral do Partido dos Trabalhadores, Silvio Pereira, negociava cargos políticos numa sala no Palácio do Planalto.
Jefferson culpava também o ex-ministro José Dirceu e a ABIN (Agência Brasileira de Informação), pela investigação que flagrou o ex-funcionário dos Correios recebendo propina.
CPI dos Correios

 A CPI dos Correios é instalada em 9 de junho. Marcos Valério e Delúbio Soares são convocados, primeiro negam e depois confirmam a existência de um caixa dois que financiava campanhas do PT e dos aliados, mas dizem que ele era alimentado por empréstimos bancários. A quebra de sigilos das empresas de Valério confirma que ele repassava dinheiro a políticos da base aliada e da oposição.
Quem investiga?

CPI dos Correios, CPI do Mensalão, Polícia Federal, Corregedoria da Câmara e Conselho de Ética da Câmara.
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Globalização



O que é globalização?

 Os norte-americanos usam a expressão globalização, os franceses preferem mundialização e em outras sociedades a expressão usada é internacionalização.
 Estudos teóricos concluíram que o fenômeno da globalização resulta de três aspectos ou forças poderosas: a revolução tecnológica, a interdependência dos mercados financeiros em escala planetária e a formação de áreas de livre comércio. Portanto, a globalização é o processo de integração do espaço mundial caracterizado pelo fluxo intenso de capitais, serviços, produtos e tecnologias entre os países, o que resulta num mundo interligado por transações econômicas que movimentam capitais volumosos.

Quando surgiu a globalização?

 Não há um consenso a respeito. Alguns estudiosos falam dos anos de 1980, quando os governos começaram a implantar o programa econômico neoliberal, abrindo suas portas à entrada do capital e das mercadorias estrangeiras. Outros acreditam que a origem da globalização remonta à segunda metade do século XIX, aproximadamente, quando as grandes economias capitalistas iniciaram a primeira grande onda de investimentos no exterior, inaugurando o que se chamou de imperialismo. Finalmente, para outros estudiosos, a globalização é um fenômeno bem mais antigo, que surgiu com as grandes viagens marítimas dos séculos XV e XVI, a partir das quais exploradores, burgueses e governantes europeus submeteram as terras conquistadas do chamado Novo Mundo à dinâmica da política econômica mercantilista, integrando colônias e metrópoles no comércio mundial.

Quais são os efeitos da globalização?

  O avanço tecnológico, a interligação e a interdependência dos mercados financeiros em escala mundial encurtaram as distâncias, unificaram e baratearam a informação e estão promovendo a padronização da cultura e do comportamento por meio de tevês a cabo, filmes, livros, fluxos migratórios e, mais recentemente, da internet.
  O movimento da globalização tende a criar uma cultura de consumo padronizada por meio de uma estratégia mundialmente unificada de marketing, destinada a uniformizar a imagem dos  produtos aos olhos dos consumidores.
  Sob certos aspectos, o mundo está se tornando uma "aldeia global". Empresas gigantescas estão atravessando as fronteiras nacionais e se instalando em vários países; o avanço tecnológico na área da informática e das telecomunicações tem permitido a agilidade nas transações comerciais e no intercâmbio de informações; a abertura dos mercados nacionais às importações, favorecida por baixas tarifas alfandegárias, deu um grande impulso ao fluxo de mercadorias, fazendo explodir o comércio mundial.
  O processo de globalização provocou também um efeito devastador; o desemprego, que atinge tanto os países subdesenvolvidos da América Latina, Ásia e África como as nações industrializadas da América do Norte, da Europa e da Ásia.
  Na história da formação e consolidação do sistema capitalista, os níveis de desemprego acompanharam as fases de crescimento e de retração econômica, crescendo nos períodos de crise e reduzindo-se logo que a economia dava sinais de recuperação. A partir das últimas décadas do século XX, porém, surgiu uma modalidade de desemprego não decorrente de crises econômicas nem da redução dos investimentos nas atividades produtivas, mas da revolução tecnológica. É o chamado desemprego estrutural.
  O desemprego estrutural resulta do avanço tecnológico, isto é, do aperfeiçoamento do processo da capacidade produtiva das empresas pela aplicação de novas tecnologias e de novas formas de organização do trabalho. Se por um lado essas transformações resultam no aumento de produtividade, por outro reduzem a quantidade de trabalhadores necessários à produção, pois fazem com que muitas funções deixem de existir. Por exemplo: o e-mail, mais ágil e prático, substitui a correspondência tradicional, provocando a extinção de postos de trabalho nos correios.
  No Brasil, como nos demais países subdesenvolvidos, a globalização econômica tem elevado as taxas de desemprego e ampliado a distância entre ricos e pobres.

Conclusão
  O fenômeno da globalização não produziu os mesmos efeitos em todos os países e em todas as camadas sociais. A formação de grandes conglomerados econômicos, o aumento extraordinário do volume de capitais movimentados nas transações financeiras, a livre circulação de mercadorias entre os países e a revolução tecnológica não possibilitaram uma elevação na qualidade de vida da maior parte da população mundial, que inicia o século XXI convivendo com o desemprego, a pobreza e a fome.
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A União Européia


O fim da URSS (1991) criou uma nova situação nas relações internacionais. Os antigos blocos de poder (capitalistas versus socialistas) perderam a razão de existir.  A nova tendência era a criação de grandes blocos econômicos.
O Tratado de Maastricht (1992) consolidou a União Européia. Essa é antes de tudo uma união econômica dos países da Europa Ocidental. Entre eles,caíram as barreiras alfandegárias e passou a circular uma única moeda, o euro.

Principais etapas da política de integração européia.


1944
Bélgica, Holanda e Luxemburgo uniram-se para a criação do Benelux, visando o estímulo do comércio e eliminação das barreiras alfandegárias.


1951

Criação da Comunidade Européia do Carvão e do Aço (CECA), com a participação da França, Alemanha Ocidental, Bélgica, Luxemburgo e Holanda.


1957

Surgiu o Mercado Comum Europeu (MCE), que também é conhecido como Comunidade Econômica Européia (CEE). Seu objetivo básico era promover entre os países-membros a integração alfandegária, a livre-circulação de capitais e a progressiva uniformização de uma política trabalhista e fiscal. No início pertenciam ao Mercado Comum Europeu seis países: França, Alemanha Ocidental, Itália, Holanda, Luxemburgo e Bélgica. Posteriormente, foram admitidos: Irlanda, Grâ-Bretanha, Dinamarca, Espanha, Grécia, Portugal, Áustria, Finlândia e Suécia.


1992

Criação da União Européia (UE) por meio do Tratado de Maastrich. Os objetivos são: união econômica, mediante a criação de uma moeda européia única e a adoção de políticas econômicas comuns a todos os membros; união política, mediante a criação de uma cidadania européia para o cidadão cujo país pertença à UE, e a adoção de uma política exterior e de segurança comum.
A União Européia possui atualmente 25 países-membros:
Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Suécia.

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O Aquecimento Global



O aquecimento global, é o fenômeno pelo qual a atmosfera se torna cada vez mais capaz de reter o calor natural Terra, e isso ocorre além do nível considerado normal.

Esse fenômeno vem ocorrendo devido ao progressivo aumento na atmosfera da concentração de gases, nos últimos 100 anos.

Esses gases provocam alterações nas características da atmosfera, fazendo com que o calor fique concentrado, como numa estufa ("efeito estufa").

Entre os gases do efeito estufa que estão aumentando de concentração, o dióxido de carbono ou CO2, o metano e o óxido nitroso são os mais importantes.

O CO2  é o que contribui mais para o aquecimento porque representa 55% do total das emissões mundiais de gases do efeito estufa. O tempo de sua permanência na atmosfera é, no mínimo, de 100 anos, com impactos no clima ao longo dos séculos.
A quantidade de metano emitida é bem menor, mas seu potencial de aquecimento é 20 vezes superior ao do CO2.

No caso do óxido nitroso e dos clorofluorocarbonos, suas concentrações são ainda menores, mas o poder estufa é, respectivamente, de 310 e 6200-7100 vezes maior que o do CO2.



 As conseqüências do efeito estufa são:




Aumento da temperatura média do planeta.




Mudanças no regime de chuvas e secas, em várias regiões do planeta.




Derretimento do gelo em picos mais elevados e no Ártico e Antártida. Elevando o nível dos oceanos.
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A Primeira Missão Científica Espacial Brasileira



No ano em que se comemora o centenário do primeiro vôo de Santos Dumont; o histórico vôo do 14-Bis, o tenente-coronel Marcos César Pontes, natural de Bauru, São Paulo, tornou-se o primeiro brasileiro a viajar ao espaço, na primeira missão científica espacial brasileira.
Marcos Pontes, de 43 anos, engenheiro aeronáutico formado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), partiu de Baikonu, no Cazaquistão (em 29 de março às 23h30 - horário de Brasília), na nave Soyuz TMA-8, com mais dois tripulantes; o russo Pavel Vinogradov e o americano Jeffrey Williams, em direção a Estação Espacial Internacional (ISS- sigla em inglês).
O astronauta brasileiro permaneceu oito dias na ISS, realizando experimentos científicos da Missão Centenário, enquanto os outros dois astronautas deverão permanecer na Estação Espacial por seis meses.

Experimentos científicos realizados na Estação Espacial Internacional pelo astronauta brasileiro

Cromatografia da clorofila

As substâncias que dão a cor verde às folhas serão separadas num papel de cromatografia na estação espacial. Na Terra, elas provocam um "efeito arco-íris"; Pontes testará o resultado em microgravidade.
Instituição: Secretaria de educação de São José dos Campos (SP)
Danos e reparos do DNA na microgravidade

Bactérias receberão radiação ultravioleta dentro de uma caixa especial. O que se segue é a observação de como os microorganismos vão reparar naturalmente os dados em seu código genético, ou se não o farão, enquanto estiverem no espaço.
Instituição: Universidade Estadual do Rio de Janeiro e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
Efeito da microgravidade na cinética das enzimas

Três enzimas serão testadas (invertase, lipase e lipase imobilizada) em cinco concentrações diferentes. Elas são utilizadas hoje nos setores alimentício, farmacêutico e químico como biorreatores, e os cientistas esperam aprimorar seu uso com as informações.
Instituição: Centro Universitário da Faculdade de Engenharia Industrial.
Evaporadores capilares

O experimento funciona como um ciclo de refrigeração, com o transporte do calor de um ambiente quente para um frio, sem a necessidade de bombas, compressores ou qualquer agente externo para acionamento mecânico. O conhecimento pode ser usado na construção de satélites.
Instituição: Universidade Federal de Santa Catarina.
Germinação de sementes em microgravidade

Sementes de gonçalo-alves (Astronium fraxinifolium), árvore encontrada no cerrado, serão germinadas na Estação Espacial Internacional. Alguns processos biológicos podem ser favorecidos, como o crescimento do embrião da planta, ou prejudicados, como o transporte de hormônios.
Instituição: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.
Minitubos de calor

Esta tecnologia já existe e é aplicada largamente na indústria, em computadores portáteis e fornos, por exemplo. Os pesquisadores querem testar uma nova configuração que criaram para evitar um possível superaquecimento do sistema, além de testar seus resultados em um ambiente sem gravidade.
Instituição: Universidade Federal de Santa Catarina.
Nuvens de interação protéica

A substância responsável pelo brilho dos vaga-lumes é a matéria-prima deste experimento. Dentro de uma caixa escura, ondas acústicas induzirão a bioluminescência pela colisão de gotas d'água cheias de enzimas. Todo o processo será filmado e reproduzido dentro de uma sala com visão 3D.
Instituição: Centro de Pesquisas Renato Archer.
Sementes de feijão

Esta experiência é a versão espacial de uma experiência escolar muito comum, o feijão no algodão molhado. A experiência será realizada ao mesmo tempo por alunos na Terra, para efeito de comparação. As sementes de feijão que retornarem do espaço, serão plantadas e terá seu desenvolvimento monitorado.
Instituição: Secretaria de Educação de São José dos Campos (SP).
Fonte: O Estado de São Paulo
Marcos Pontes retornou em 08 de abril (às 20h47 - horário de Brasília), a bordo a nave Soyuz TMA-7, que estava acoplada à ISS e que serviu de veículo de retorno à Terra. Com ele vieram o russo Valery Tokarev e o americano William McArthur, que haviam permanecido na Estação Espacial Internacional por seis meses.
Controvérsias

A viagem do astronauta brasileiro recebeu críticas de alguns setores, devido ao alto custo ao país. A viagem na Soyuz custou ao Brasil US$10 milhões, além do custo dos oito anos de treinamento do astronauta pela Nasa. Porém, a exploração espacial trouxe inegavelmente grandes avanços científicos e tecnológicos. Graças aos satélites, hoje podemos acompanhar pela televisão, em tempo real, os acontecimentos em qualquer lugar do mundo. As viagens espaciais têm sido úteis como fontes de informação para a agricultura. Novas sementes são testadas no espaço. Através das imagens enviadas pelos satélites, podem ser identificadas as regiões que são economicamente viáveis para um determinado tipo de plantio e as épocas mais adequadas para a colheita. É possível também, mapear e conhecer as dimensões dos desmatamentos, ocorrência de queimadas nas florestas etc. Hoje podemos contar com previsões meteorológicas mais precisas, a partir das informações transmitidas pelos satélites.
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Brasil: Eleições 2006



Nas eleições gerais deste ano, os 125,9 milhões de eleitores irão escolher seus representantes no legislativo e executivo.
No dia 1 de outubro, será realizado o primeiro turno das eleições e no dia 29 o segundo turno. Haverá segundo turno para Presidente e Governadores, caso os candidatos não obtenham maioria absoluta dos votos válidos (50% mais um voto), no primeiro turno. No segundo turno, é eleito o candidato que obtiver o maior número de votos.
    Cargos eletivos:
    Na esfera federal:
    Executivo: Presidente e Vice-Presidente.
    Legislativo: Senadores (um terço do Senado será renovado).
                     Deputados Federais
 
     Na esfera estadual:
     Executivo: Governadores e Vice-Governadores.
     Legislativo: Deputados Estaduais
Candidatos a Presidência da República:

PT
Partido dos Trabalhadores
Coligação A FORÇA DO POVO  (PT - PC do B - PRB)
Luis Inácio Lula da Silva - atual presidente da República, disputará a reeleição. Natural de Caetés (distrito de Garanhuns-PE). Metalúrgico presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.  Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores em 1980 e da CUT (Central Única dos Trabalhadores) em 1983. Eleito deputado federal em 1986. José Alencar Gomes da Silva (PRB) é candidato a vice em sua chapa.
PSDB
Partido da Social Democracia Brasileira
Coligação POR UM BRASIL DECENTE (PSDB - PFL)
Geraldo Alckmin - nasceu em Pindamonhangaba (SP). Médico, foi vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal, vice-governador e governador do Estado de São Paulo. O senador José Jorge de Vasconcelos Lima (PFL) é seu vice.
PSOL
Partido Socialismo e Liberdade
Coligação FRENTE DE ESQUERDA
Heloísa Helena - nasceu em Pão de Açúcar, Alagoas. Foi vice-prefeita em Maceió, deputada estadual e senadora. Foi expulsa do PT, por discordar da política adotada pelo partido na administração do país. Fundou o PSOL em 2004. Vice-presidente César Benjamin (PSOL).
PDT
Partido Democrático Brasileiro
Cristóvam Buarque - natural de Recife (PE). Formado em Engenharia Mecânica, doutor em Economia. Foi governador do Distrito Federal e senador pelo PT, foi também Ministro da Educação do governo Lula. Deixou o PT em 2005 filiando-se ao PDT. Vice-presidente senador Jefferson Péres (PDT-AM).
PSDC
Partido Social Democrata Cristão
José Maria Eymael - natural de Porto Alegre (RS). Advogado e empresário. Foi eleito deputado federal constituinte pelo extinto PDC. Vice José Paulo da Silva Neto (PSDC).
PSL
Partido Social Democrata Cristão
José Maria Eymael - natural de Porto Alegre (RS). Advogado e empresário. Foi eleito deputado federal constituinte pelo extinto PDC. Vice José Paulo da Silva Neto (PSDC).
PSL
Partido Social Liberal
Luciano Bivar - nasceu em Recife (PE). Formado em Direito e empresário. Foi eleito deputado federal pelo PSC. Vice-presidente: João Américo de Souza (PSL).
PCO
Partido da Causa Operária
Rui Costa Pimenta - nasceu em São Paulo (SP). Jornalista. Vice-presidente Pedro Paulo de Abreu Pinheiro (PCO).
PRP
Partido Republicano Progressista
Ana Maria Rangel - natural do Rio de Janeiro (RJ). Cientista política e empresária. Vice Delma Gama (PRP).
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Jogos Olímpicos Pequim 2008



As Olimpíadas de 2008 serão celebradas de 8 a 24 de agosto, em Pequim (Beijing), capital da República Popular da China, e sede dos Jogos Olímpicos de 2008. A cidade de Pequim foi escolhida para sede das Olimpíadas 2008 pelo Comitê Olímpico Internacional em 13 de julho de 2001.

A cerimônia de abertura do XXIX Jogos Olímpicos será realizada no Estado Nacional de Pequim. Onde atletas do mundo todo estarão disputando medalhas das mais diferentes modalidades. Grande parte das modalidades ocorrerá na cidade de Pequim, sendo que algumas serão disputadas em outras cidades da China e os eventos eqüestres ocorrerão em Hong Kong.


 O lema dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 é "Um Mundo, Um Sonho", e o seu símbolo chama-se "Pequim Dançante", representado por um caractere da escrita chinesa estilizado, que significa capital.
Os "Fuwa" são as mascotes dos Jogos Olímpicos de Verão de Pequim 2008. Fuwa significa "Crianças de boa sorte" em mandarim. São cinco mascotes e cada um com suas cores, representam os cinco continentes e arcos do símbolo dos Jogos Olímpicos.
 
Beibei, o peixe azul, simboliza a prosperidade

Jingjing, o panda preto, representa a alegria

 
Yingying, o antílope amarelo, representa a saúde

Nini, a andorinha verde representa a boa sorte aos Jogos

Huanhuan, a chama vermelha, representa a paixão pelo esporte
As Olimpíadas 2008 acontecerão em 31 instalações em Pequim, 6 fora de Pequim e mais 29 centros de treinamento. Os principais novos estádios construídos para as Olimpíadas 2008 são: Estádio Nacional de Pequim (atletismo e futebol); Estádio Nacional de Indoor de Pequim (ginástica artística e handbol); Estádio Wukesong (basquete); Centro Aquático Nacional de Pequim (esportes aquáticos).
Os atletas competirão em 302 eventos (165 para homens, 127 para mulheres e 10 mistos) de 31 esportes, apenas um evento mais do que os Jogos Olímpicos de Atenas em 2004. As modalidades esportivas são:

Atletlismo

Lutas
Badminton

Nado sincronizado
Beisebol

Natação
Basquetebol

Pentatlo moderno
Boxe

Pólo aquático
Canoagem

Remo
Ciclismo

Saltos ornamentais
Esgrima

Softbol
Futebol

Taekwondo
Ginástica

Tênis
Halterofilismo

Tênis de mesa
Handbol

Tiro
Hipismo

Tiro com arco
Hóquei sobre grama

Triatlo
Judô

Vela
Voleibol
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Barack Obama


Barack Obama, eleito 44° Presidente dos Estados Unidos, pelo Partido Democrata, tomou posse em 20 de janeiro de 2009. Sucedendo o republicano George W. Bush, herda um país em grave crise econômica e financeira e em guerra.
Mandato: 20 de janeiro de 2009 até 20 de janeiro de 2013.
Vice-presidente: Joe Biden (Joseph Robinette Biden, Jr., senador dos EUA pelo Estado de Delaware).

Perfil
  Obama foi o primeiro negro a concorrer à presidência dos Estados Unidos.
Considerado um líder carismático e com um perfil não convencional, para um candidato à presidência dos EUA, conduziu a campanha com o lema "Sim, nós podemos" (Yes, we can).
  Afro-americano, de descendência muçulmana (converteu-se ao cristianismo e é membro  da Igreja Batista de Trindade Unida em Cristo, em Chicago).
  Barack Hussein Obama II nasceu na ilha de Honolulu, no estado do Havaí em 4 de agosto de 1961. Filho de Barack Hussein Obama, um economista queniano e da antropóloga, Ann Dunham, de Wichita, no Estado do Kansas. Seus pais se conheceram quando estudavam na Universidade do Havaí, em Manoa. Após a separação dos pais, quando Obama estava com dois anos de idade, seu pai retornou ao Quênia, e sua mãe casou-se com o indonésio Lolo Soetoro, indo viver em Jacarta na Indonésia, onde Obama viveu até os dez anos de idade. Retornou à Honolulu para morar com seus avós maternos e continuar seus estudos. Permaneceu no Havaí, até os 18 anos. Em sua biografia ("Dreams from my father: A story of Race and Inheritance"), relata ter vivido um período conturbado, em que consumia álcool e drogas, enquanto frequentava a escola.
  Formou-se em Ciências Políticas pela Universidade de Colúmbia em Nova Iorque, para depois cursar Direito na Universidade de Harvard, graduando-se em 1991. Foi o primeiro afro-americano a ser presidente da prestigiada Harvard Law Review (Revista de Direito de Harvard). Foi em Harvard que Obama conheceu sua mulher, Michelle Robinson, com quem se casou em 1992. Obama e Michelle têm duas filhas, Malia e Sasha.
  Fez sua carreira política em Chicago, Illinois, atuando como líder comunitário e como advogado na defesa de direitos civis. Em 1996, foi eleito ao senado de Illinois, mandato para o qual foi reeleito em 2000. Em 2004, foi eleito senador dos Estados Unidos pelo Estado de Illinois.
  Entre 1992 e 2004, foi professor de Direito Constitucional na escola de direito da Universidade de Chicago.
  Como membro da minoria democrata (entre 2005 e 2007), ajudou a criar leis para controlar o uso de armas de fogo e para promover maior controle público sobre o uso de recursos federais. Realizou viagens oficiais para o leste europeu, o oriente médio e à África. Como senador, na atual legislatura, contribuiu para a adoção de leis que tratam de fraude eleitoral, da atuação de lobistas, mudança climática, terrorismo nuclear e assistência para militares americanos após o período de serviços.

Campanha
  Em 10 de fevereiro de 2007, anunciou oficialmente a sua candidatura à nomeação democrata para as eleições presidenciais norte-americanas. Senador por Illinois em seu primeiro mandato, era pouco conhecido em comparação com a ex-primeira-dama Hillary Clinton, também candidata pelo Partido Democrata.
  Durante a campanha Obama, enfrentou boatos e desconfianças por sua origem muçulmana e por falta de experiência. Ganhou popularidade ao longo da campanha e foi o candidato que melhor soube utilizar as ferramentas da internet. Com a internet, o democrata foi o candidato que mais arrecadou dinheiro na história dos Estados Unidos.
  Em 28 de agosto de 2008, Obama foi nomeado oficialmente para concorrer à Casa Branca contra o republicano John McCain, na Convenção do Partido Democrata.
  Em 4 de novembro de 2008, Obama foi eleito o 44° presidente dos Estados Unidos da América, vencendo John McCain, por uma diferença de 52% a 47% no total de votos.
  Em discurso afirmou: "Nós sabemos que os desafios que os desafios que o amanhã vai nos trazer são enormes: duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise econômica em quase um século. O caminho vai ser longo e não atingiremos nossos objetivos em um ano, nem mesmo em um mandato. Mas eu nunca estive mais esperançoso do que estou esta noite. Eu prometo a vocês, nós, como povo, chegaremos lá".

Propostas
  Retirada gradual das tropas norte-americanas do Iraque e ajuda financeira para refugiados iraquianos.
  Defende focar a estratégia militar dos EUA no Afeganistão.
  Fechamento da prisão de Guantánamo, em Cuba.
  Defende a legalização dos 12 milhões de imigrantes que vivem ilegalmente, nos EUA.
  Propõe a universalização dos serviços de assistência médica dos EUA.
  É favorável a legalização do aborto e à união civil entre homossexuais.
  Defende mudanças na política atual dos EUA, em relação aos problemas climáticos.  Propõe instituir um "mercado de carbono" para reduzir as emissões dos EUA em 80% até 2050. O uso de combustíveis alternativos e limitação de emissões em automóveis.

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A Eleição de Dilma Rousseff



A economista Dilma Vana Rousseff, eleita presidente do Brasil, no segundo turno em 31 de outubro de 2010, é a 36ª presidente da República e a primeira mulher a ocupar o cargo na história do Brasil. Na América Latina, Dilma é 11ª mulher a ocupar o cargo de presidente.
 Vencedora numa campanha difícil, marcada por escândalos, ataques pessoais, boatos na internet e debates religiosos. Obteve 56,05% dos votos válidos contra seu adversário José Serra (PSDB), que obteve 43,95% dos votos.
 Nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 14 de dezembro de 1947 é filha de um imigrante búlgaro Pedro Rousseff e da professora Dilma Jane da Silva.
 Após o Golpe Militar de 1964, Dilma passou a integrar movimentos de luta armada de esquerda. Integrou organizações de combate à ditadura como o Comando de Libertação Nacional (Colina) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (Var-Palmares) no final dos anos 60 e início dos anos 70. Como militante política foi presa e sofreu tortura física. Dilma deixou a prisão no final de 1972, quando abandonou a luta armada.
Mais tarde participou da fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT), de Leonel Brizola e exerceu cargos políticos em governos no Rio Grande do Sul. Em 2001 filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), e a partir de 2002, no governo Lula, foi secretária de Minas e Energia, depois ministra de Minas e Energia (2003-2005). Com o escândalo do Mensalão, em 2005, e a consequente queda do então chefe da Casa Civil José Dirceu, passou a ocupar o cargo de ministra-chefe da Casa Civil.
 Escolhida por Lula como candidata a presidente, Dilma enfrentou um câncer linfático em 2009, no momento em já era apontada como candidata do PT à Presidência.
 Na campanha contou com o apoio do presidente Lula e da coligação que obteve o apoio do PMDB, a candidata cresceu nas pesquisas, alcançando cerca de 50% das intenções de voto. No segundo turno, teve apoio do PT, PMDB, PC do B, PR, PDT, PRB, PSC, PSB, PTC, PTN E PP.
 A eleição de Dilma Rousseff representa para muitos analistas, o desejo de continuidade das políticas econômicas e social do governo Lula.
 As principais propostas da sua campanha estão vinculadas com os programas do governo Lula, como:
 Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em 2007, o programa é um pacote de investimentos em infraestrutura que visa melhorar a economia.
 Luz para Todos, programa criado em 2003, com o objetivo levar luz elétrica a toda à população que vive em zona rural.
 Bolsa Família, programa de transferência direta de renda que distribui anualmente cerca de 13 bilhões de reais para mais de 12 milhões de famílias.
 Houve ainda a valorização do salário mínimo, que segundo o Dieese teve aumento real, descontada a inflação de 53% entre 2003 e 2009, beneficiando 46 milhões de pessoas.
 O governo Lula avançou no combate à pobreza. Segundo o IBGE a desigualdade de renda diminuiu entre 2001 e 2009, devido aos programas sociais do governo. Quase 30 milhões de brasileiros deixaram a pobreza entre 2001 e 2009 e passaram a integrar a classe média, que engloba hoje mais da metade da população brasileira.
 A presidente Dilma terá muitos desafios pela frente. Apesar dos avanços na área social, ainda há 30 milhões de pobres e miseráveis.  Um sistema público de saúde precária, melhorar a qualidade da educação básica. No Brasil ainda são elevados os índices de repetência e de abandono da escolar. A necessária   Reforma na Previdência e no Sistema Tributário e manter a estabilidade econômica, ampliando as conquistas na área social, legadas pelo governo Lula.
 Temos uma infraestrutura deficitária, principalmente de estradas, portos e aeroportos. Um desafio que precisa ser resolvido rapidamente para dois grandes eventos a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.
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A Crise na Tunísia


A Tunísia ou República da Tunísia país de maioria muçulmana, localiza-se no norte da África, na região do Magreb. Limita-se ao norte e a leste com o Mar Mediterrâneo pelo qual faz fronteira com a Itália, próxima à ilha de Pantalaria e das ilhas Pelágias, além de fazer fronteira a leste e ao sul com a Líbia e a oeste com a Argélia.
 A Tunísia vem enfrentando desde dezembro de 2010 uma série de protestos contra o desemprego e a corrupção, a chamada “Revolução de Jasmim” que levou a renúncia do presidente Zine Al-Abidine Ben Ali. Após, um mês de violentas manifestações populares contra o governo, Ben Ali que estava no poder há 23 anos renunciou em 14 de janeiro.
Embora governado com mão de ferro por Ben Ali desde 1987, um dos governos mais corruptos e repressivos de toda a região, o país era visto como um exemplo de estabilidade e relativa prosperidade no mundo árabe.
As manifestações populares contra o desemprego e a corrupção do governo da Tunísia começaram no fim do ano passado e se tornaram nacionais depois da morte de Mohamed Bouazizi.
Mohamed Bouazizi um analista em informática de 26 anos, era vendedor ambulante, na cidade de Sidi-Bouzid. A polícia o impediu de vender frutas e vegetais em uma barraca de rua, sem licença e confiscou sua mercadoria. Impedido de fazer uma reclamação às autoridades, Bouazizi ateou fogo no próprio corpo, morrendo dias depois. Sua morte provocou uma onda de protestos contra a inflação e o desemprego na região, que é uma das mais pobres do país e que tem uma economia baseada na agricultura.
As manifestações espalharam-se pelo país, em cidades do interior como Kasserine, Thala, Regueb e Jabeniana e chegaram à capital Túnis.  Milhares de manifestantes entraram em confrontos violentos com a polícia, reivindicando também mudanças políticas. O governo reagiu com violência às manifestações e os protestos aumentaram.
Na Tunísia a internet e as redes sociais ajudaram a acelerar a revolução, pois as manifestações não tiveram uma coordenação única. Foram convocadas, pela internet, por estudantes, grupos de donas de casa, associações de moradores, etc. o que surpreendeu o governo.  A reação do governo aos protestos foi violenta, causando dezenas de mortes desde o início dos conflitos.
Como outras nações árabes, a Tunísia foi no passado domínio otomano, colônia europeia e, depois, ditadura. Ex-colônia francesa tornou-se independente da França em 1956. Foi governada por Habib Bourguiba até 1987, quando Ben Ali tomou o poder num golpe de Estado. Em 2009, foi reeleito com quase 90% dos votos válidos para um mandato de mais cinco anos.
 Embora o país tenha um dos melhores índices de desenvolvimento humano do continente africano e uma forte economia, há fortes restrições das liberdades políticas. A insatisfação com o desemprego, muitos jovens formados em universidades não conseguem emprego, violência policial, excessos da classe dominante e um governo corrupto levaram à onda de protestos.
A reação do presidente Ben Ali inicialmente foi negar que a polícia tenha reagido com força exagerada, afirmando que ela protegia interesses públicos contra um pequeno número de “terroristas”. Ainda na tentativa de esvaziar os protestos todas as universidades e escolas do país foram fechadas.
Diante da pressão o presidente Ben Ali demitiu seu ministro do Interior, em 12 de janeiro e ordenou a liberação de todos os detidos durante os protestos. Criou um comitê especial para investigar a corrupção e prometeu atacar a raiz do problema do desemprego, com a criação de 300 mil empregos. Mas, os protestos continuaram apesar do toque de recolher e chegaram ao centro da capital Túnis em 13 de janeiro.
Ben Ali prometeu então combater a alta de preço dos alimentos, permitir a liberdade de imprensa e internet e “aprofundar a democracia e revitalizar o pluralismo”. Ele também disse que não mudaria a constituição para permitir a própria reeleição em 2014.
Em 14 de janeiro, Ben Ali anunciou a dissolução do Parlamento e do governo e convocou eleições parlamentares dentro de seis meses, antes de declarar um estado de emergência. O toque de recolher entre 18h e 06h foi ampliado a todo o país, proibidas aglomerações de mais de três pessoas e as Forças de Segurança receberam permissão para atirar em qualquer um que desobedecesse as suas ordens.
Após a renúncia Ben Ali deixou o país junto com a família, rumo à Arábia Saudita. No seu lugar, assumiu o primeiro-ministro Mohammed Ghannouchi. As medidas não surtiram efeito, pois na prática, o regime foi mantido, e os manifestantes continuaram os protestos em frente ao Palácio do Governo. Exigindo a saída de todos os ministros ligados ao ex-presidente, que ainda ocupavam cargos-chave no governo de transição.
Mohammed Ghannouchi anunciou a formação de um novo governo de união nacional encarregado de gerenciar a transição até a organização de eleições presidenciais e legislativas marcadas para 15 de julho, prometendo respeitar a Constituição.
A pressão dos manifestantes continuou e o primeiro-ministro renunciou em 27 de fevereiro, enquanto forças de segurança entraram em confronto com manifestantes que exigiam a saída de alguns ministros do governo interino.
O ministro da Justiça da Tunísia, Lazhar Karoui Chebbi, afirmou em 26 de janeiro que o país preparou uma ordem de detenção internacional contra o presidente deposto, Zine Al-Abidine Ben Ali, e sua esposa, Leila Trabelsi. Em entrevista coletiva, o ministro indicou que a justiça do país está à procura de Ben Ali, foragido na Arábia Saudita, por "aquisição ilegal de bens", além de "transferência ilícita de divisas ao exterior”.
As manifestações iniciadas na Tunísia espalharam-se pelo Oriente Médio e África como na Argélia, Jordânia, Omã, Sudão, Mauritânia, Líbia, Egito e Iêmen. Vários países árabes, a exemplo da Tunísia, são governados há anos pelos mesmos líderes em regimes ditatoriais.

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A Revolta na Líbia



Evolução dos acontecimentos:

Fevereiro

As manifestações na Líbia, ao contrário do que ocorreu na Tunísia e no Egito, evoluíram para uma guerra civil, e milhares de pessoas já morreram nos confrontos entre as forças rebeldes e as forças leais a Kadhafi, nos últimos sete meses de conflito.
Os protestos começaram em 15 de fevereiro de 2011, em Benghazi, após a prisão de um advogado ligado à causa dos Direitos Humanos. Os manifestantes exigiam a saída do ditador Muammar Kadhafi, mais abertura política, além de manifestarem sua insatisfação com a alta do preço dos alimentos, alto desemprego e corrupção.
A reação do governo aos protestos foi violenta. Kadhafi chegou a usar aviões e tanques contra as multidões, na capital, Trípoli, em Benghazi (segunda maior cidade do país), e em outras áreas do país. Apesar da violência, das mortes e muitos feridos os protestos continuaram.
A situação de Muammar kadhafi foi ficando cada vez mais insustentável. Dentro do país, as tropas rebeldes assumiram o controle de cidades no leste e na região nordeste militares aderiram à revolta. No exterior, houve pressão diplomática para que Kadhafi deixasse o poder e o Conselho de Segurança da ONU aprovou sanções contra Kadhafi e sua família.
Em 27 de fevereiro, os rebeldes anunciaram a criação de um Conselho Nacional de Transição (CNT). A luta entre os rebeldes e os apoiadores de Muammar kadhafi foi se intensificando.

Março

 Diplomatas e membros do governo aderem ao movimento, inclusive o ministro da Justiça, Mustafá Abdel Jalil. Em pronunciamento na TV estatal, kadhafi desafia a oposição afirmando que iria “morrer como mártir”.
No dia 17 de março, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a Resolução 1973, criando uma zona de exclusão aérea para proteger áreas civis e autoriza o uso de forças contra o regime. Dois dias depois, EUA, Reino Unido, França, Itália e Canadá à frente, iniciam ataques contra alvos do governo.

Abril

Com a escalada dos conflitos, centenas de milhares de pessoas deixaram o país; a maioria dos refugiados foi para a Tunísia e o Egito.
 Mesmo com os ataques ocidentais tendo enfraquecido as tropas leais a Kadhafi, a oposição enfrenta dificuldades para avançar, entre avanços e recuos a guerra civil na Líbia vai se prolongando.

Maio

Em sua primeira aparição em um mês, Kadhafi pede um cessar-fogo, mas não dá sinais de que renunciará.

Junho

Após o aumento dos ataques aéreos por parte da OTAN, Kadhafi faz um discurso na TV dizendo que lutará até o fim.
A OTAN é criticada pela morte de civis e admite e lamenta as perdas.
O Tribunal Penal Internacional, em Haia, emite um mandado de prisão contra Kadhafi, seu filho Saif Al-Islam e o chefe de espionagem do país, Abdullah Al-Senussi.

Julho

Os EUA reconheceram o Conselho Nacional de Transição (CNT) dos rebeldes anti-Kadhafi, sediado em Benghazi, como um governo legítimo, um reforço diplomático que pode possibilitar a liberação de bilhões de dólares em bens congelados para os oposicionistas.

Agosto

Na segunda quinzena de agosto, os rebeldes anunciam que controlam Zawiyah, próximo à Trípoli. Em 23 de agosto eles entram na capital, e conquistam o complexo de Bab al-Aziziya, onde se localiza o palácio do governo.
Vários países e a ONU já se declaram a favor dos rebeldes e pedem a saída do ditador. No dia 23, eles invadem o QG do ditador, mas não o encontram. Kadhafi fala no rádio e promete resistir.  
Em 28 de agosto, os rebeldes anunciam que tinham a cidade de Trípoli sobre controle. Alguns membros da família de kadhafi fugiram então para a Argélia. O paradeiro de kadhafi continua incerto.

Setembro

Os rebeldes já controlam a maior parte da Líbia.
Em 13/09, partidários de kadafi controlam apenas quatro cidades em todo o país: Bani Walid, Sirte, Jufrah e Sabha.
Para controlar os rebeldes é necessária uma liderança política, que pode sair do Conselho de Transição Nacional (CTN), formado pelos revoltosos em Benghazi.
  Entre os candidatos mais cotados está Mustafá Abdul Jalil, ex-ministro da Justiça de Gaddafi e presidente do CTN. Ele prometeu eleições livres no prazo de oito meses. Mas no próprio conselho há facções divergentes, tanto religiosas quanto seculares, o que aumenta as incertezas quanto ao futuro do país.
Durante uma reunião de cúpula sobre a Líbia na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), Mustafá Abdel Jalil, presidente do CNT, afirmou que pelo menos 25 mil pessoas morreram no levante contra kadhafi e 50 mil ficaram feridas.
Combatentes do novo regime da Líbia tomaram (27/09), o controle do porto da cidade de Sirte, cidade natal de kadhafi. Em Sirte os partidários do governo de transição encontraram forte resistência de soldados leais a Kadhafi. Sirte, a leste da capital Trípoli, ainda é uma das últimas cidades em poder das forças leais a Kadhafi e milhares de civis ainda estão na cidade.
A liderança do Conselho Nacional de Transição anunciou o adiamento da formação de um novo governo até que o país esteja totalmente livre.
EUA, Grã-Bretanha, França, Rússia, China, Turquia, Itália, Alemanha, Espanha, Catar, Jordânia, Japão, Tunísia, Egito, Marrocos, Bahrein, Níger, Colômbia, Brasil e União Africana, já reconhecem o CNT como representante do governo líbio.
A Líbia possui 6,4 milhões de habitantes e tem o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África. É o quarto maior produtor de petróleo da África, depois de Nigéria, Argélia e Angola, com reservas estimadas em 42 bilhões de barris. A maior parte da produção é exportada para a Europa. A riqueza, porém, não é bem distribuída entre a população. Um terço vive na pobreza e a taxa de desemprego é de cerca de 30%. Esse é um dos principais motivos dos protestos.
Khadafi é o líder há mais tempo no poder na África e no Oriente Médio - desde 1969 - e um dos mais autocráticos. kadhafi assumiu o poder em 1º. de setembro de 1969, com apenas 27 anos, após um golpe de Estado que depôs a monarquia. Nas décadas seguintes, foi acusado de atentados terroristas e se tornou inimigo das potências ocidentais. Nos últimos anos, manobras políticas o reaproximaram do Ocidente.


Conclusão

A comunidade internacional já considera o governo líbio deposto, apesar do paradeiro de Kadhafi ser desconhecido. O desafio, agora, é constituir um novo governo em um país sem partidos políticos, Constituição e tradição democrática.
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A Revolta no Egito


Os protestos no Egito começaram em 25 de janeiro, após uma mobilização convocada pela internet que reuniu milhares de egípcios na Praça Tahrir (libertação em árabe), no centro da capital, Cairo. Embora a polícia tenha tentado reprimir a manifestação com gás lacrimogêneo e jatos d'água, os manifestantes permaneceram na praça.
Outros protestos foram realizados nas principais cidades egípcias, em Alexandria, Suez e Ismaília, desafiando os toques de recolher impostos pelo governo. Os protestos foram em sua maioria pacíficos, mas a ONU estima que cerca de 300 pessoas morreram em duas semanas de confrontos relacionados às manifestações e cinco mil ficaram feridos.
Os motivos dos protestos foram a pobreza, a inflação, a exclusão social, a corrupção e o enriquecimento da elite política do país, a repressão do governo, fraudes eleitorais e exigiam a renúncia do presidente Hosni Mubarak, há trinta anos no poder.
Mubarak tentou manter-se no poder e evitar a renúncia. Prometeu não concorrer às eleições, marcadas para setembro de 2011, trocou o ministério e nomeou um vice-presidente Omar Suleiman (chefe dos serviços de inteligência do Egito), pela primeira vez em 30 anos de regime. Além do vice-presidente, nomeou um novo primeiro-ministro, Ahmed Shafiq, antigo ministro da Aviação.
Na véspera de sua renúncia, Mubarak ainda fez um discurso na TV declarando que delegaria alguns poderes ao vice-presidente, Omar Suleiman, e faria reformas constitucionais (a Constituição vigente dá amplos poderes ao presidente). Omar Suleiman comandaria as negociações com a oposição, e com os novos ministros. O vice-presidente em sua primeira reunião com o novo gabinete ministerial prometeu investigar casos de fraude eleitoral e corrupção no serviço público. O governo continuou tentando conter os protestos impondo toques de recolher e bloqueando os serviços de telefonia celular e da internet.
As medidas tomadas e as promessas de Mubarak, não agradaram a oposição, que continuou a reunir centenas de milhares de manifestantes na Praça Tahrir. Sob pressão internacional dos EUA e dos líderes da União Européia, Grã-Bretanha e da ONU, para que renunciasse e sem o apoio das Forças Armadas, que sustentou sua ditadura por três décadas, Mubarak acabou renunciando ao cargo no dia 11 de fevereiro de 2011, após 18 dias de violentos protestos.
 O Egito exerce forte influência no Oriente Médio. Desde que chegou ao poder, Mubarak tem sido uma figura central na política da região e um importante aliado dos países ocidentais. O Egito e a Jordânia são os únicos países árabes a terem tratados de paz com Israel.
 Hosni Mubarak assumiu a presidência do Egito em 1981, após o assassinato do presidente Anwar Al Sadat, por extremistas islâmicos descontentes com o acordo de paz assinado com Israel em 1979. Permaneceu por 30 anos no poder e nesse período adotou medidas cada vez mais restritivas às liberdades políticas e civis, como justificativa para conter o terrorismo. Foi reeleito sucessivas vezes em eleições fraudulentas e com apoio das potências ocidentais.
 Após a renúncia de Mubarak, as Forças Armadas do país assumiram o poder através de um Conselho Militar do Egito, que governará o país até que eleições sejam realizadas. O Conselho dissolveu o Parlamento e o gabinete ministerial, ambos ligados ao ex-presidente. Prometeram revogar a Lei de Emergência, que há 30 anos restringe as liberdades civis e fazer um referendo para mudar a Constituição.
 Os conflitos e a renúncia de Mubarak afetaram a já debilitada economia, baseada no petróleo e no turismo. Várias categorias continuam em greve por melhores salários. A crise no Egito também teve efeitos nos mercados globais. Os valores das ações caíram nas principais bolsas do mundo, e o preço do petróleo atingiu o valor mais alto em dois anos.
 Mesmo após a renúncia de Mubarak, as manifestações continuam ocorrendo, devido a disputas pelo poder, entre religiosos e seculares, entre civis e militares.
Entre as camadas mais pobres é forte a influência da Irmandade Muçulmana, fundada em 1928, é o grupo fundamentalista islâmico mais antigo. A Irmandade criou recentemente, o Partido Liberdade e Justiça e é favorito nas eleições parlamentares previstas para novembro. Diz aceitar um Estado laico, mas o Islã deve continuar como religião oficial. Já as lideranças jovens resistem à criação de um Estado muçulmano.

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A Primavera Árabe


A Primavera Árabe é a série de revoltas que vêm ocorrendo desde 18 de dezembro de 2010, no Oriente Médio e no norte da África, contra regimes autoritários, que resultaram na derrubada dos presidentes da Tunísia, Egito e Líbia.

Os protestos populares iniciaram-se na Tunísia, com a chamada “Revolução de Jasmim”, e levaram a renúncia do presidente Zine Al-Abidine Ben Ali. Veja: A Crise na Tunísia.


Essas revoltas populares inspiradas no exemplo da Tunísia difundiram-se e provocaram crises em outros países da região, Jordânia, Iêmen, Argélia, Mauritânia, Síria, Arábia Saudita, Bahrein, Marrocos, Sudão e Omã. Países governados por monarquias absolutistas, ditaduras militares ou teocracias.
Por décadas as populações desses países, suportaram a falta de liberdade em troca de estabilidade econômica. Mas nos últimos meses, a insatisfação com a alta do preço dos alimentos, o desemprego e a falta de perspectivas principalmente para os jovens, levou as mobilizações.  O crescimento da população mais jovem e mais instruída, que reivindica abertura democrática e a utilização da internet e das redes sociais (Youtube, Facebook, Twitter), pelos jovens que facilitou a mobilização do povo nas ruas.
O desafio após a queda dos regimes ditatoriais é se haverá o estabelecimento de um estado realmente democrático nesses países.

Data:01/10/2011

Fontes consultadas:
.http://noticias.r7.com/internacional/noticias/primavera-arabe-completa-6-meses-e-onda-de-protestos-chega-a-china-20110615.html
.http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17455
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Os Presidentes da República do Brasil



Presidentes de  1889 a 2010

15/11/1889
25/02/1891
Marechal Deodoro da Fonseca
(Governo Provisório)
25/02/1891
23/11/1891
Marechal Deodoro da Fonseca
(Eleito pelo Congresso Constituinte;renunciou)
23/11/1891
15/11/1894
Marechal Floriano Peixoto
(Vice-presidente;assumiu o cargo)
15/11/1894
15/11/1898
Prudente de Moraes
(Eleito presidente pelo voto direto)
15/11/1898
15/11/1902
Campos Sales
(Eleito presidente pelo voto direto)
15/11/1902
15/11/1906
Rodrigues Alves
(Eleito presidente pelo voto direto)
15/11/1906
14/06/1909
Afonso Pena
(Eleito presidente pelo voto direto;faleceu no cargo)
14/06/1909
15/11/1910
Nilo Peçanha
(vice-presidente assumiu a presidência )
15/11/1910
15/11/1914
Marechal Hermes da Fonseca
(Eleito presidente pelo voto direto)
15/11/1914
15/11/1918
Venceslau Brás
(Eleito presidente pelo voto direto)
1918
Rodrigues Alves
(faleceu sem assumir a presidência)
15/11/1918
28/07/1919
Delfim Moreira
(vice-presidente assumiu o cargo)
28/07/1919
15/11/1922
Epitácio Pessoa
(Eleito presidente pelo voto direto)
15/11/1922
15/11/1926
Arthur Bernardes
(Eleito presidente pelo voto direto)
15/11/1926
24/10/1930
Washington Luís
(Eleito presidente pelo voto direto;foi deposto pela Revolução de 30)
1930
Júlio Prestes
24/10/1930
03/11/1930
João de Deus Menna Barreto
(Junta Governativa Provisória)
24/10/1930
03/11/1930
José Isaías de Noronha
(Junta Governativa Provisória)
24/10/1930
03/11/1930
Augusto Tasso Fragoso
(Junta Governativa Provisória)
03/11/1930
20/07/1934
Getúlio Vargas
(Governo Provisório)
20/07/1934
10/11/1937
Getúlio Vargas
(Eleito pela Assembléia Constituinte)
10/11/1937
29/10/1945
Getúlio Vargas
(Chefe do Estado Novo; foi deposto)
29/10/1945
31/01/1946
José Linhares
(Ministro assumiu a presidência)
31/01/1946
31/01/1951
Eurico Gaspar Dutra
(Eleito pelo voto direto)
31/01/1951
24/08/1954
Getúlio Vargas
(Eleito pelo voto direto; suicidou-se)
Café Filho
(Vice-presidente assumiu o cargo, foi impedido em 1955)
08/11/1955
11/11/1955
Carlos Luz
(Presidente da Câmara dos Deputados assumiu o cargo)
11/11/1955
31/01/1956
Nereu de Oliveira Ramos
(Vice-presidente do Senado assumiu a presidência)
31/01/1956
31/01/1961
Juscelino Kubitschek
(Eleito pelo voto direto)
31/01/1961
25/08/1961
Jânio Quadros
(Eleito renunciou após 8 meses)
25/08/1961
08/09/1961
Paschoal Ranieri Mazzilli
(Presidente da Câmara dos Deputados assumiu interinamente o cargo)
08/09/1961
24/01/1963
João Goulart
(Vice-presidente assumiu o cargo. Adota-se o parlamentarismo)
24/01/1963
01/04/1964
Paschoal Ranieri Mazzilli
(Presidente da Câmara dos Deputados assumiu o cargo)
15/04/1964
15/03/1967
Castello Branco
(Eleito pelo Congresso Nacional)
15/03/1967
31/08/1969
Costa e Silva
(Eleito indiretamente; adoeceu no cargo)
31/08/1969
30/10/1969
Aurélio Lyra
(Junta Militar assumiu provisoriamente)
31/08/1969
30/10/1969
Augusto Radamaker
(Junta Militar assumiu provisoriamente)
31/08/1969
30/10/1969
Márcio Melo
(Junta Militar assumiu provisoriamente)
30/10/1969
15/03/1974
Emílio Garrastazu Médice
(Eleito indiretamente)
15/03/1974
15/03/1979
Ernesto Geisel
(Eleito indiretamente)
15/03/1979
15/03/1985
João Baptista de Figueiredo
(Eleito indiretamente)
1985
Tancredo Neves
(Eleito indiretamente; faleceu na véspera da posse)
15/03/1985
15/03/1990
José Sarney
(Vice-presidente assumiu o cargo)
15/03/1990
02/10/1992
Fernando Collor de Mello
(Eleito pelo voto direto; sofreu impeachment)
02/10/1992
01/01/1995
Itamar Franco
(Vice-presidente assumiu o cargo)
01/01/1995
01/01/1999
Fernando Henrique Cardoso
(Eleito pelo voto direto)
01/01/1999
01/01/2003
Fernando Henrique Cardoso
(Reeleito pelo voto direto)
01/01/2003
01/01/2007
Luís Inácio Lula da Silva
(Eleito pelo voto direto)
01/01/2007
01/01/2011
Luís Inácio Lula da Silva
(Reeleito pelo voto direto)
01/01/2011
...
Dilma Vana Rousseff
(eleita pelo voto direto)
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