Doença de Huntington
O que é?
A doença de Huntington é uma disfunção cerebral hereditária que evolui com degeneração (ocorrem alterações no funcionamento das células) corporal e mental e que afecta pessoas de todas as raças, em todo mundo (5 a 10 pessoas em cada 100 mil). Recebeu o nome do Dr. George Huntington, médico americano.
Antigamente, esta doença era conhecida como Coreia de Huntington ou abreviado C.H., mas agora é chamada de doença de Huntington ou D.H., porque a coreia apenas descreve um dos sintomas desta doença.
Foram nos últimos 20 anos, que muito se aprendeu sobre as causas e efeitos da DH e sobre tratamentos, terapias e técnicas para lidar com os sintomas da doença. Após uma longa busca, os cientistas encontraram o gene que causa a DH e avanços importantes fluíram a partir dessa notória descoberta. Hoje em dia, muitos cientistas ainda estão activamente envolvidos na busca de tratamentos efectivos, para fazer cessar ou reverter os efeitos da DH e, eventualmente, curá-la de forma definitiva.
Quais as causas da doença?
O gene é uma pequena quantidade de um cromossoma que contem uma determinada informação genética, por exemplo a cor dos olhos.
Sabe-se que um gene é composto por nucleótidos (compostos por uma base azotada, um grupo fosfato e uma pentose) que quando se agrupam formam blocos. Nesta doença há problemas com a quantidade de blocos no gene.
A sequência dos nucleótidos citosina, adenina e guanina (CAG) codifica a glutamina. No gene do cromossoma 4 de um indivíduo saudável, esta sequência tem, geralmente, menos de 20 repetições, mas num indivíduo portador do gene Huntington existem mais de 36 repetições no gene defeituoso. A proteína codificada por este gene (não tem função definida) foi denominada huntingtina. A doença localiza-se no braço mais curto do cromossoma 4 (4p16.3).
Cada um de nós possui 46 cromossomas homólogos, em que 23 cromossomas são herdados da mãe e os outros 23, herdados do pai. Há dois tipos de cromossomas: os autossomas, que são os primeiros 22 pares e os cromossomas heterossomas (ligados ao sexo), ou seja, o 23º par (XX no cariótipo feminino e XY no cariótipo masculino).
Os indivíduos possuem cromossomas homólogos, cujos genes informam para a mesma característica e com informação diferente. Para que a cólera de Huntington se manifeste basta que um dos cromossomas homólogos contenha o gene com essa informação, por isso a doença é dominante.
O estudo deste cromossoma permitiu que se soubesse a natureza do problema mesmo antes de começarem os sintomas, isto é, quando a doença ainda é assintomática.
Normalmente, a doença de Huntington manifesta-se entre os 25 e os 60 anos, sendo a média entre os 35 anos. Existe uma forma juvenil desta doença (conhecida como DH juvenil) que afecta os jovens até aos 25 anos. Depois dos 70 anos as hipóteses do aparecimento da doença são reduzidas, o que não significa que não a possam vir a ter.
Hereditariedade
É uma doença autossómica dominante. Como é autossómica não é transmitida através dos cromossomas sexuais e por isso tanto o homem como a mulher têm a mesma probabilidade de herdar o gene. É uma doença passada de um pro-genitor para o descendente e sendo dominante os descendentes tornam-se doentes se receberem no mínimo um gene com a informação de Huntington, logo existem 50% de hipóteses de serem afec-tados. A anomalia surge em gerações sucessivas, aqueles que a não herdam, não irão desenvolver a doença, nem os seus filhos.
D- alelo que informa para a presença da doença de Huntington (dominante)
d- alelo que informa para a ausência da doença (recessivo)
d
d
D
Dd
Dd
d
dd
dd
Quadro 1: Xadrez mendeliano
Resultados:
P(Dd) = 50% (descendência saudável)
P(dd) = 50% (descendência com doença de Huntington)
Quais os sintomas?
Os sintomas da DH variam amplamente de pessoa para pessoa, mesmo dentro da mesma família. Para alguns, os movimentos involuntários podem ser proeminentes mesmo nos estágios iniciais. Para outros, eles podem ser menos evidentes e sintomas emocionais e comportamentais podem ser mais óbvios.
A doença de Huntington provoca vários sintomas que advêm da degeneração das células cerebrais:
Sintomas Emocionais / Comportamentais:
Depressão, irritabilidade, ansiedade e apatia são frequentemente encontrados na DH. Algumas pessoas podem ficar em depressão por um período de meses ou mesmo anos antes que isto seja reconhecido como um sintoma inicial. Mudanças comportamentais podem incluir explosões agressivas, impulsividade, mudança de humor e afastamento social. Frequentemente, traços de personalidade existentes serão exacerbados pela DH, por exemplo, uma pessoa que tinha tendência a ser irritável, irá se tornar ainda mais irritável.
Sintomas Cognitivos / Intelectuais:
Mudanças intelectuais leves são os primeiros sinais de perturbação cognitiva. Elas podem envolver habilidade reduzida para organizar assuntos de rotina, ou para lidar efectivamente com situações novas. A memória também é alterada, os doentes têm um envelhecimento precoce mental . As tarefas de trabalho tornam-se mais difíceis.
Sintomas Motores:
Os sintomas físicos podem, inicialmente, consistir de inquietação, contracções musculares ou agitação excessiva. A escrita pode mudar. As habilidades do dia-a-dia envolvendo coordenação e concentração, tal como conduzir, tornam-se mais difíceis. Esses sintomas iniciais evoluem gradualmente para movimentos involuntários (coreia) mais marcados da cabeça, tronco e membros - que frequentemente levam a problemas para andar e manter o equilíbrio. A fala e a deglutição podem ficar prejudicadas. Os movimentos em geral tendem a aumentar durante esforço voluntário, stress ou excitação, e diminuir durante o descanso e o sono.
A partir do momento em que começam os sintomas o doente tem entre 10 a 15 anos de vida, morrendo, normalmente, vítimas de pneumonia ou de quedas graves.
Os sintomas que da doença advêm da degeneração das células nervosas, que como se pode observar no esquema, estão relacionadas com o sistema nervoso, mais especificamente, o sistema nervoso central (afectado pela doença) que tem uma grande importância no controlo dos sistemas do corpo.
É necessário ter em conta que as células nervosas não se multiplicam e por isso as doenças que afectam estas células possuem sintomas idênticos.
Como já foi dito, a DH é uma doença degenerativa cujos sintomas são causados pela perda marcante de células nervosas numa parte do cérebro denominada de corpo estriado, especialmente no núcleo caudado e no globo pálido.
Dos sintomas apresentados os mais relevantes são: a descoordenação e a perda progressiva de memória.
A descoordenação está relacionada com o mal funcionamento de estruturas do cérebro e cerebelo que, pertencendo ao sistema nervoso central, são lesadas afectando a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa (ataxia).
No cérebro existe uma estrutura responsável pela memória chamada de hipocampo. O hipocampo situa-se nos lobos temporais do cérebro humano e a sua função é transformar a memória de curto prazo em memória de logo prazo. Não só nesta doença, mas noutras, os doentes perdem a memória, chegando a um ponto em que não conhecem os próprios familiares, como marido, filhos, netos, etc.
A alteração de comportamento (depressão, nervosismo, ansiedade) também é bastante frequente nos doentes de Huntington e ocorre quando as amígdalas (estruturas situadas nos lobos temporais) não funcionam correctamente ou são removidas. Normalmente os doentes com este mal não conseguem distinguir uma situação de medo de uma situação normal, tem os níveis hormonais de stress baixos e podem tornar-se dóceis, estes comportamentos correspondem a uma outra síndrome chamada Klüver-Bucy, que pode afectar os doentes de Huntington e também pessoas com outros tipos de doenças.
Quais as etapas da DH?
Embora a forma e a gravidade dos sintomas varie de pessoa para pessoa, o desenvolvimento da DH pode ser dividido basicamente em três estágios:
Etapa Inicial:
No início da doença, as manifestações incluem mudanças subtis na coordenação, talvez alguns movimentos involuntários, dificuldade de pensar sobre problemas, e, frequentemente, humor depressivo ou irritável. Neste estágio, a medicação é frequentemente efectiva no tratamento da depressão e outros sintomas emocionais. É um bom momento para começar a planear o futuro. Planos financeiros devem ser feitos e documentos legais (um testamento, por exemplo) devem ser redigidos.
Etapa intermédia:
Os movimentos involuntários (coreia) podem tornar-se mais pronunciados. A fala e a deglutição irão começar a ser afectadas. É importante consultar um fonoaudiólogo que poderá oferecer instruções e estratégias para melhorar as habilidades de comunicação e deglutição. Da mesma forma, terapeutas físicos e ocupacionais podem desenvolver programas que ajudem a manter o mais alto nível possível de funcionamento e assim melhorar a qualidade de vida.
As habilidades de pensamento e raciocínio lógico também irão diminuir gradualmente. Neste estágio pode se tornar cada vez mais difícil manter um emprego e desempenhar as responsabilidades de manutenção da casa. Aqui, mais uma vez, estratégias simples podem ser empregadas para ajudar a diminuir a frustração, melhorar o funcionamento e prolongar a independência. Por exemplo, pode-se lidar com a desorientação e perda de memória recente etiquetando as gavetas, mantendo uma rotina diária e deixando à vista um calendário em que se liste compromissos e eventos.
Etapa avançada:
As pessoas num estágio avançado de DH podem ter coreia grave, mas, mais frequentemente, tornam-se rígidas. Engasgos com a comida tornam-se uma preocupação maior, bem como a perda de peso. Neste estágio as pessoas com DH são totalmente dependentes dos outros para todos os aspectos de cuidados, não podem mais andar e não são capazes de falar.
Embora as habilidades cognitivas sejam intensamente prejudicadas, é importante lembrar que, em geral, a pessoa ainda está consciente do seu meio ambiente, continua capaz de compreender a linguagem, tem consciência daqueles que ama e dos outros.
As pessoas não morrem da própria DH, mas sim de complicações da imobilidade causada pela doença, tais como engasgo, infecções ou traumatismos cranianos.
O que parece, mas não é, doença de Huntington?
Podem aparecer movimentos de alguns membros do corpo, face ou tronco com evolução mas noutras condições como a esquizofrenia e a coréia senil.
Para que se saiba ao certo quando se possui a doença de Huntington, faz-se um teste genético que são capazes de identificar o gene defeituoso a partir de uma amostra de sangue, no entanto, só é possível sujeitar-se a este exame a partir dos 18 anos.
Os resultados obtidos permitem que se consiga realizar o diagnóstico, mas é impossível determinar-se quando os sintomas começarão a aparecer.
Como é a vida de um indivíduo com Huntington?
O doente, inicialmente, tem uma vida normal sem sequer se aperceber da doença. A partir do momento em que aparecem os sintomas e se realizam os exames médicos, o paciente terá mais dificuldades e necessitará da ajuda de terceiros.
Com a evolução da doença, o indivíduo irá ficar com faltas de memória, terá dificuldade em alimentar-se, a andar, visto que os movimentos se tornam descoordenados e a sua maneira de ser irá mudar ficando agressivo e irritado.
Na fase final da doença, o indivíduo não pode viver sozinho, nem sequer consegue andar, por isso é que os doentes acabam por morrer devido a lesões de quedas graves.
Qual o papel da Família perante a DH?
A DH é uma doença familiar devido ao seu impacto sobre todos os membros da família. Conforme a doença progride, o papel do familiar da pessoa afectada irá mudar também gradualmente. O membro familiar terá que assumir mais cuidados com a casa, as tomadas de decisão e deveres para com os elementos mais novos, pois o doente não será mais capaz de cumprir essas tarefas.
Crianças e adolescentes terão que enfrentar viver com uma mãe ou um pai que é doente, e cujo comportamento pode ser estranho. Eles podem até mesmo ser chamados para participar nos cuidados do pai ou mãe. Para os pais, contar às crianças sobre a DH poderá trazer perguntas difíceis. Deverão contar às crianças sobre a DH? Em caso afirmativo, em que idade? Quando uma criança está suficientemente madura para lidar com a ideia de estar em risco para a DH?
Não há respostas fáceis, especialmente porque as crianças desenvolvem-se a diferentes ritmos e cada situação familiar é diferente. Em geral, é uma boa ideia ser tão aberto quanto possível, sem ser alarmista e dar conhecimento dos factos pouco a pouco. Desta forma, a criança poderá desenvolver uma consciência gradual da DH, mais do que ficar subitamente espantada pela informação.
De nada adianta tratar a DH como um segredo familiar vergonhoso, uma vez que a criança ou adolescente um dia irá descobrir a respeito dela. Esconder a verdade pode levar à desconfiança e ressentimento.
Existe tratamento para a doença de Huntington?
Não há nenhum tratamento para impedir completamente progressão da doença, mas certos indícios podem ser reduzidos ou aliviados através da utilização de medicação e métodos cuidados.
Medicação:
Os especialistas receitam medicamentos, de acordo com os sintomas de cada um, para aliviar certos indícios de maneira a que diminuam, mas existem efeitos colaterais causados pelos químicos como garganta seca, vertigens, etc.
Nutrição:
A nutrição é um papel importante no tratamento. A maioria que sofre de DH precisa de conselhos de um nutricionista. Normalmente, observa-se um emagrecimento intenso mesmo seguindo dietas equilibradas.
Potenciais tratamentos:
Implante de Células Estaminais
Este tratamento tem por base a substituição de neurónios mortos através de uma injecção de Células Estaminais na área afectada. Se suficientes neurónios mortos são substituídos, os indícios são aliviados. Esta experiência teve algum rendimento em animais modelos.
«Pesquisadores da UT Southwestern Medical Center descobriram que drogas usadas comummente para tratar doenças psiquiátricas e sanguíneas em humanos podem proteger as células cerebrais que morrem nas pessoas com a doença de Huntington, possivelmente retardando o início da doença e reduzindo a sua velocidade de progressão.»
Proceedings of the national academy of sciences - 31.01.2005
Curiosidades
Cromossoma 4
Características:
· número de pares de bases: 186 000 000
· número de genes: entre 110 e 700
· percentagem de DNA que representa: 6% a 6,5%
· gene: HD – huntingtina (responsável pala doença de Huntington)
Algumas doenças relacionadas com o cromossoma 4 do genótipo humano:
· síndrome de Ellis-van Creveld (doença congénita do coração, distrofia de unhas e dentes, graus elevados de deficiência mental)
· hipocondroplasia (nanismo)
· acondroplasia (forma mais comum do nanismo rizomélico)
· doença de Huntington
· acidemia metilmalónica (distúrbios metabólicos fazendo com que se acumule o ácido metilmalônico no corpo)
· síndrome de Muenke (ossos do crânio ligam-se uns aos outros prematuramente provocando mal formações no crânio e na face)
· surdez não-sindrómica
· surdez não-sindrómica, autossómica dominante
· síndrome de Romano-Ward (intervalo QT logo no electrocardiograma que provoca morte súbita)
· doença de Parkinson (desordem progressiva do movimento devido à disfunção dos neurónios secretores de dopamina nos gânglios da base)
· displasia tanatofórica (displasia óssea letal caracterizada por encurtamento de costelas e membros, encurvamento de ossos longos e anomalias vertebrais)
· displasia tanatofórica (tipo 1)
· displasia tanatofórica (tipo 2)
· cancro da bexiga
· doença renal policística (doença de carácter hereditário relacionada com os rins)
Referências Culturais
Livros
· Valley of the Dolls de Jacqueline Susann (1966);
· Galapagos de Kurt Vonnegut (1985);
· Daimler de Pal Johan Karlsen (2002);
· Saving Jasey de Diane Tulson (2002);
· Double Helix de Nancy Werlin (2004);
· It's a Bird de Steven T. Seagle (2004);
· Saturday de Ian McEwan (2005).
Filmes
· Alice's Restaurant de Arlo Guthrie (1969).
Televisão
· Série All Saints de Dr. Samantha O'Hara;
· Episode "Need to Know" - Everwood;
· Personagens dos episódios "Padar" e "the Sins of the Father" - Gene Roddenberry's Earth: Final Conflict;
· Angie Padgett do episódio "In Which Charlotte Goes Down the Rabbit Hole" - Private Practice.
· A personagem conhecida como "Thirteen", no episódio "You Don't Want to Know" - House;
· Episódio da BBC - Waterloo Road.
Organizações
Símbolo de "International Huntington Association"
O nosso símbolo compõe-se em duas partes importantes: uma representa a cabeça e a outra a parte superior do tronco e com ele se pretende dar a entender que a doença de Huntington pode afectar tanto a capacidade mental como a física. Porque esta doença reduz a função normal duma pessoa, foi colocado dentro do símbolo uma imagem inversa ou negativa. A mais pequena representa as capacidades mentais e/ou físicas que debilita a pessoa afectada.
O símbolo representa uma flor dentro de uma planta em crescimento e cheia de vida, que mostra o apoio e a protecção que uma associação pode dar às pessoas necessitadas.
UPADH - União dos Parentes e Amigos dos Doentes de Huntington
Organização sem fins lucrativos que tem como objectivo dar apoio e orientação às famílias dos portadores de DH, bem como:
· tornar conhecida a doença;
· aproximar portadores, familiares, médicos e cientistas;
· estimular pesquisas;
· criar centros de atendimento especializado nas diversas regiões.
APDH - Associação Portuguesa de Doentes de Huntington
Contactos:
Abilio Mendes
Rua Dr. Afonso Costa 30, 8500-016 Alvor
Tel./Fax.: 282 459 337
Ursula Anna Kleibrink
Rua Dr. Afonso Costa 32,L 8500-016 Alvor
Tel.: 282 459 337
e-mail: hd.ass.port@mail.telepac.pt
Maria da Conceição Ribeiro
Rua Francisco Gentil E1, 4i 1600-625 Lisboa
Tel.: 21 330 51 09
e-mail: conchar@ms.gov.pt
Biografia de George Huntington
George Huntington nasceu em 1890 e morreu a 1916. Era um médico americano formado na Universidade de Colômbia, em Nova York.
A doença descrita neste trabalho tem o seu nome visto que foi o primeiro a descreve-la aos 22 anos, um ano depois de ter começado a estudar na faculdade, em um de apenas dois papéis académicos escritos. Este papel foi publicado em 1872 no repórter médico e cirúrgico de Filadélfia.
O seu pai, George Lee Huntington, e avô, Dr. Abel Huntington, também eram médicos do mesmo ramo. As pesquisas realizadas por eles mais as suas pesquisas eram bastante precisas a descrever a doença, que afectava várias gerações de uma família em East Hampton, Long Island.
William Osler «In the history of medicine, there are few instances in which a disease has been more accurately, more graphically or more briefly described.», o que quis dizer foi que na história da medicina nunca ninguém tinha descrito com tanta perfeição uma doença.
George Huntington não deve ser confundido com George Summer Huntington, anatomista. Ambos estudaram medicina e cirurgia mas seguiram ramos diferentes.
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A Sistemática dos Seres Vivos
Introdução:
Das bactérias às leveduras, aos fetos, às flores, às aves, ao próprio Homem, todas as formas de vida exibem a sua diversidade. A beleza e ‘sedução’ dessas formas, cores e estruturas têm sido o chamariz para o conhecimento do mundo em que vivemos. E quanto mais estudamos e conhecemos, mais necessidade sentimos de continuar a procurar e a desvendar os mistérios da Natureza.
A realização deste trabalho de investigação pretende auxiliar os alunos na construção e consolidação da sua aprendizagem e dos seus conhecimentos a nível da disciplina de Biologia.
Este trabalho baseia-se, essencialmente, na Sistemática e na classificação e divisão dos seres vivos em reinos, que implica a investigação de outras ciências, como a taxonomia, e que por sua vez, implica a definição de critérios de distinção a nível mundial, entre a comunidade científica.
1. Identificar a sistemática como a ciência da classificação e um ciência em evolução
Sistemática é a ciência responsável pela classificação dos seres vivos, uma vez que esta estuda as relações entre os organismos, os espécimes e a sua preservação e analisa todos os dados recolhidos noutras áreas da pesquisa biológica. Estas características da sistemática permitem-lhe um maior conhecimento e domínio para a classificação dos seres vivos.
A sistemática é também uma ciência em evolução. O primeiro sistema de classificação foi de Aristóteles no IV a.C. , seguindo-se Lineu em 1758. Actualmente a sistemática usa como base a hierarquia de Lineu, podendo esta vir a ser alterada futuramente, visto que o ser humano ainda desconhece muitos seres que existem no nosso planeta, nomeadamente, nas profundezas dos oceanos. Além disso, como a sistemática estuda o modo como os seres vivos se relacionam evolutivamente então nunca poderá estacar numa só classificação, esta irá sofrer, ao longo do tempo, constantes alterações.
2. Distinguir sistemática, taxonomia e nomenclatura
Sistemática é a ciência que procura classificar os diversos seres vivos e relacioná-los evolutivamente, expressando-se em sistemas taxonómicos. Para isso, reúne conhecimentos e dados de outras áreas. A taxonomia, por sua vez, trata da ordenação e denominação dos seres vivos, agrupando-os de acordo com o seu grau de semelhança. A taxonomia pretende separar os organismos por espécies, descrevendo as características que distinguem uma espécie da outra e ordenando as espécies por categorias taxonómicas. Por fim, a nomenclatura tem a função de designar cientificamente os grupos taxonómicos, de acordo com certas regras universalmente estabelecidas.
3. Relacionar a evolução das classificações biológicas com a evolução do conhecimento científico
O ramo da ciência que se responsabiliza pela classificação dos seres vivos – sistemática, teve início no século IV a.C. por Aristóteles, que ordenou os animais consoante o seu modo de reprodução e o seu tipo de sangue: vermelho ou não vermelho. A partir dos séculos XVII e XVIII os botânicos e zoólogos começaram a esboçar um sistema de categorias de classificação. Em 1758, Lineu fez o primeiro trabalho extensivo de categorização, que ainda serve de base actualmente.
Como já foi referido, a ciência sistemática é caracterizada por aglomerar conhecimentos de varias áreas ligadas à biologia. Quando foi criado o primeiro sistema de classificação, por Aristóteles, as ferramentas utilizadas para a classificação dos seres vivos eram muito rudimentares, a ciência ainda não estava em desenvolvimento. Foi a partir do século XVII que começou o grande avanço na área da ciência com Galileu e Descartes. Em 1758 já se notava significativamente o progresso obtido na ciência, através do vasto trabalho de categorização de Lineu. Neste momento as ferramentas utilizadas são muito mais avançadas e tendem a evoluir cada vez mais. Dada a constante evolução das tecnologias e o progresso a nível do conhecimento científico, a sistemática também evoluiu, uma vez que esta reúne conhecimentos de áreas a si ligadas. Actualmente tem-se recorrido à biologia molecular que permite comparar os diferentes códigos genéticos, e futuramente, com certeza, serão utilizados outros métodos para o desenvolvimento da ciência sistemática.
Fig.1 – Sistema de classificação dos seres vivos, em cinco reinos.
4. Identificar diferentes sistemas de classificação, os seus critérios, vantagens e limitações
Podemos distinguir cinco sistemas de classificação diferentes: classificação em dois reinos, classificação em três reinos, classificação em cinco reinos, classificação em seis reinos e classificação em três domínios.
O sistema de classificação em dois reinos, de Aristóteles e Lineu, separava os seres em dois reinos distintos: as plantas e os animais, tendo em conta:
- O tipo de nutrição (autotrofia – plantas e heterotrofia – animais);
- A morfologia (sem forma – plantas e com forma – animais);
- A locomoção (as plantas são fixas e os animais não);
- Os constituintes das células (as plantas têm parede celular celulósica e os animais têm outros constituintes no interior das células).
A vantagem deste sistema de classificação é a sua simplicidade que tornava a classificação óbvia e bem definida para os seres macroscópicos, embora tivesse uma limitação perante a classificação dos fungos, que não se encaixavam no reino das plantas.
O sistema de classificação em três reinos, por Haeckel em 1834,teve o auxilio do microscópio que lhe permitiu observar os seres microscópicos. Haeckel criou um terceiro reino a que chamou Protista e nele incluía todos os seres unicelulares e coloniais, que não tinham tecidos diferenciados. Este sistema de classificação não foi aceite de forma geral, uma vez que, o próprio Haeckel estava relutante em quebrar a antiga tradição dos dois reinos.
A classificação feita por Whittaker em 1969, reconhece cinco reinos: Plantae, Animalia, Fungi, Protista e Monera. Whittaker propõe inicialmente, dois critérios de classificação:
- Organização celular: unicelulares ou multicelulares;
- Modo de nutrição: Autotróficos (fotossíntese); heterotróficos (ingestão e absorção).
Depois destes dois critérios foram acrescentados mais dois, que fizeram constituir a classificação de Whittaker (modificada). Assim o sistema passou a ter os seguintes critérios:
- Organização celular: unicelulares ou multicelulares;
- Modo de nutrição: Autotróficos (fotossíntese e quimiossíntese); heterotróficos (ingestão e absorção).
- Tipo de células: Procarióticas e eucarióticas;
- Interacção nos ecossistemas: Produtores, consumidores, macroconsu-midores e microconsumidores.
Whittaker substituiu as relações filogenéticas (evolutivas) por uma classificação ecológica, tornando a sua classificação mais simples e objectiva.
O sistema de classificação em seis reinos, construído por Woese em 1977 teve como principal mudança, em relação ao sistema de cinco reinos, a divisão do reino Monera em dois novos reinos: Eubacteria e Archaebacteria. Carl Woese procedeu a esta divisão por comparação genética, nomeadamente, por comparação do RNA ribossómico. Os seres considerados no grupo Archaebacteria teriam adquirido características de seres eucariontes enquanto que os seres incluídos no grupo Eubacteria eram apenas procariontes. Este sistema de classificação é mais complexo do que os anteriores mas, por outro lado, esta classificação é mais rigorosa, uma vez que considera as relações filogenéticas dos seres.
No ano de 1990, também Carl Woese, criou um novo sistema de classificação, em que os seres não eram classificados em reinos mas sim em domínios. Por domínio entende-se cada um dos três clades propostos por Woese para, de certa forma, substituir os reinos. Uma clade é um grupo de seres vivos que se relacionam evolutivamente. Woese e os seus colegas usaram as investigações realizadas a nível do genoma e concluíram que o grupo dos seres procariontes se pode dividir em dois. Assim, obtemos três grandes domínios: Bacteria, Archaea e Eukarya. Como critérios para esta classificação, Carl Woese utilizou a comparação genética. Esta classificação tem em vista apenas as relações filogenéticas entre os seres, o que a torna mais complexa, por outro lado, é uma classificação mais abrangente uma vez que divide todos os seres em três grandes domínios.
Para comparar os diversos sistemas referidos em cima, temos o seguinte quadro:
Lineu (1758)
Dois reinos
Haeckel (1894)
Três reinos
Whittaker (1959)
Cinco reinos
Woese (1977)
Seis reinos
Woese (1990)
Três domínios
Plantae
Protista
Monera
Eubacteria
Bacteria
Archaebac-teria
Archaea
Protista
Protista
Eukarya
Plantae
Fungi
Fungi
Plantae
Plantae
Animalia
Animalia
Animalia
Animalia
Quadro 1 – Sistemas de classificação de seres vivos.
5. Compreender a importância da universalidade da hierarquia das categorias taxonómicas e das regras de nomenclatura
A universalidade da hierarquia das categorias tem um papel relevante, uma vez que permite a qualquer taxonomista, que pretenda classificar um ser, seguir uma ordem acertada e esta ser compreendida e aceite universalmente e perante os restantes taxonomistas. Na nomenclatura também é importante haver uma uniformização das regras, dado o facto de que uma espécie tem nomes vulgares diferentes consoante a região, por exemplo, a espécie Felis Concolor pode ser designada, vulgarmente, como puma, gato bravo ou leão da montanha, dependendo da região. Assim, torna-se importante que o nome de cada espécie seja universal obedecendo às regras da nomenclatura.
6. Descrever um dos critérios actualmente utilizados na classificação dos seres vivos
Actualmente, temos cerca de sete critérios de classificação, um desses critérios é a morfologia (forma de um organismo). A morfologia é um critério importante, pois exige grande precaução na sua aplicação. Um indivíduo que tenha aspecto diferente pode pertencer ao mesmo grupo. Para que seja realizada uma classificação correcta relativamente a este critério deve-se ter em conta as seguintes situações:
- Metamorfoses: o mesmo indivíduo passa por várias formas durante o seu desenvolvimento pós-embrionário, como no caso dos insectos e alguns anfíbios. Nesta situação, podem classificar-se as várias formas em espécies diferentes;
- Polimorfismos: indivíduos adultos podem apresentar diversas formas, como por exemplo, os cnidários, onde os adultos podem pólipos ou medusas. Na seguinte imagem temos o ciclo de vida destes cnidários:
Fig.2 – Ciclo de vida da medusa
- Analogias: Órgãos com origem embrionária diferente mas com formas semelhantes. A presença de analogias revela evolução convergente ou adaptação a ambiente semelhante, não um parentesco dos organismos;
Estas três situações apresentadas são relevantes, como já foi referido, para classificar correctamente um ser ao nível da sua morfologia.
7. Identificar a classificação de Whittaker modificada, apresentando as características de classificação dos seres em 5 reinos
A classificação de Whittaker classifica os seres vivos em cinco reinos distintos, tendo em conta cinco critérios: tipo de célula, organização celular, nutrição, habitat e interacção nos ecossistemas, como podemos verificar no seguinte quadro:
Reinos
Monera Protista Fungi Plantae Animalia
Tipo de células Procarióticas Eucarióticas Eucarióticas Eucarióticas Eucarióticas
Organizaçao celular Unicelulares Unicelulares pluricelulares e alguns coloniais Pluricelulares e alguns unicelulares Pluricelulares Pluricelulares
Nutrição Autotróficos (fotossíntese e quimiossíntese); heterotróficos (absorção) Autotróficos (fotossíntese); heterotróficos (absorção e ingestão) Heterotróficos (absorção) Autotróficos (fotossíntese) Heterotrófi-cos (ingestão)
Habitat Aquático, aéreo e terrestre Aquático e terrestre (ambientes húmidos) Essencial-mente terrestre Terrestre Terrestre, aquático e aéreo
Interacção nos ecossistemas Produtores e microconsumidores Produtores microconsu-midores e macroconsu-midores Microconsu-midores Produtores Macroconsu-midores
Quadro 2 – Classificação de Whittaker
8. Descrever um exemplar de ser vivo de cada um dos reinos, identificando as características que permitem inclui-lo nesse grupo
Nos cinco reinos existentes há diversos seres vivos com características diferentes que lhes permite pertencer a um reino específico.
No reino Monera temos, como exemplo, os cocos que são bactérias de forma arredondada, cujo tamanho varia entre 0,2 e 5 micrometros de diâmetro. Os cocos apresentam-se isolados ou formam colónias. As colónias são classificadas segundo a quantidade de bactérias. Estes seres vivos incluem-se neste grupo por causa de serem coloniais e unicelulares.
– Classificação das colónias de cocos
No reino Protista incluem-se as algas. As algas estão implantadas nos meios aquáticos, são seres autotróficos e, portanto, produtores. Estes seres vivos são relativamente simples, não possuem raízes, caules ou folhas, facto que não permite que estes se incluam no reino das plantas.
– Algas atlânticas
No reino Fungi temos como exemplo os cogumelos, que são fungos. Os cogumelos existem num ambiente terrestre e são heterotróficos – obtêm alimento através da absorção. Assim como os restantes fungos, os cogumelos reproduzem-se assexuadamente, através de esporos. Alguns cogumelos são comestíveis mas outros têm propriedades que causam efeitos negativos no organismo humano, como por exemplo os cogumelos venenosos e alucinogénicos. Estes seres vivos incluem-se no reino Fungi devido à sua pluralidade celular, à nutrição heterotrófica e à interacção nos ecossistemas (são microconsumidores).
– Cogumelos do tipo Panaeolus subbalteatus
Dentro do reino Plantae incluem-se todas as plantas. Os fetos são o exemplo de uma planta vascular que não produz sementes, reproduz-se por esporos e é formada por caule, um rizoma e as folhas, cuja face inferior se designa de língua. É nesta face que existem pequenos órgãos a que se dá o nome de soros e é nestes que se encontram os esporos, necessários à reprodução dos fetos (esporulação). Os fetos pertencem ao reino Plantae pois são pluricelulares, são autotróficos (realizam a fotossíntese) e, por isso, produtores nos ecossistemas. A presença dos fetos no grupo das plantas deve-se também ao facto de possuírem a estrutura básica de que todas as plantas são constituídas: raiz, caule e folhas.
– Feto arbóreo
Por último, no reino Animalia inserem-se seres que em termos de morfologia são bastante diferentes. Dos insectos, de pequena dimensão, aos mamíferos marinhos, todos têm em comum a pluricelularidade, o tipo de nutrição (heterotróficos) e a interacção nos ecossistemas. Por exemplo, a formiga, que é um insecto que vive em sociedade, agrupa-se em colónias em que cada formiga trabalha para a colónia. Estima-se que há cerca de 11.000 espécies de formigas distribuídas por todo o planeta, mas em geral, as formigas desenvolvem-se por metamorfoses completas, passam pelo estado larvar e depois, condicionadas pela temperatura, crescem, dando origem a um ser adulto. As formigas integram este grupo pelo facto de serem pluricelulares e heterotróficas (ingestão).
– Formiga Manica rubida
Além dos exemplares apresentados, há, em cada um dos reinos, milhares de outros exemplares diferentes, tendo sempre cinco características em comum, o que torna os seres vivos de cada grupo iguais e, ao mesmo tempo, muito diferentes.
Conclusão:
Com a realização deste trabalho, acerca da sistemática dos seres vivos, podemos concluir que esta é muito importante para o conhecimento científico. O desenvolvimento desta ciência estimula a curiosidade nos cientistas que a estudam e também o progresso noutras áreas que lhe servem de apoio, como por exemplo, a biologia genética.
Conclui-se também que há diversos sistemas de classificação, por vários cientistas. Este facto deve-se ao constante desenvolvimento da ciência sistemática, por descoberta de novas espécies e de novas tecnologias, que faz com que os sistemas sejam periodicamente alterados. O sistema mais comum é o de Whittaker, que divide os seres vivos em cinco reinos, tendo em conta cinco características: tipo de células, organização celular, habitat, nutrição e interacção nos ecossistemas. Dentro de cada um dos cinco reinos existem milhares de seres que, apesar de se incluírem no mesmo reino, são bastante diferentes.
Em suma, a ciência sistemática tem um papel relevante na evolução da ciência, na medida em que, recolhe dados de outras ciências e permite aplicar novas tecnologias. Para além disso, é a sistemática que faz com descubramos mais sobre as espécies que habitam a Terra e que fazem dela um planeta tão especial.
Bibliografia:
As fontes de informação que permitiram a realização deste trabalho de pesquisa foram:
- Internet:
. http://www.biotaneotropica.org.br/v4n1/pt/editorial
. http://www.conchasbrasil.org.br/materias/faq/default.asp
. http://curlygirl.no.sapo.pt/classe.htm
. http://www.valerio.bio.br/planta.htm
- Matias, Osório; Areal Editores; Manual de Biologia, 11ºano;
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Informação e Informática
O que é a informática?
A informática é um conjunto das disciplinas científicas e das técnicas aplicadas ao tratamento automático da informação.
Informação: é um conjunto de dados estruturados. A informação deve ser clara, precisa, rigorosa, atempada e concisa (quanto mais completa, melhor).
Burótica: é a automatização e informatização dos escritórios.
Robótica: são sistemas electromecânicas informatizadas.
Cadcam: são aplicações informáticas utilizadas no desenho e no fabrico de peças para a indústria.
Software: aplicações instaladas (programas).
Hardware: parte física do computador.
Telemáticas: é o uso das telecomunicações à distância.
Estrutura de um computador
Memoria Ram: é a memória principal que permite ler gravar e apagar informação. Contém informação indispensável para o bom funcionamento do computador.
Memória de Rom: permite apenas proceder à leitura de informação.
Memoria cache: pertence à memória ram e serve para apoiar directamente o processador guardando a informação utilizada pelo utilizador pela ou última vez.
CPU: é o principal responsável por todo o funcionamento de um sistema informático (é o cérebro de um computador).
Software
Existem dois tipos de software:
Software de sistemas – é o responsável pelo funcionamento pelo próprio computador e todo o Hardware (ex.: sistemas operativos – Windows, os MAC, e o Linux).
Software de aplicação – é constituído por uma variedade de programas que nos permitem realizar variadíssimas tarefas relacionadas com os nossos trabalhos e lazer.
Software de aplicação:
Processador de texto: processamento e tratamento de texto. (ex.:Microsoft Word)
Folha de cálculos: normalmente utilizada para realizar cálculos numéricos e elaborar gráficos. (ex.:Microsoft Excel
Sistemas de gestão de base: aplicações que permitem elaborarem ficheiros com informações devidamente catalogados e ordenados. (ex.:Microsoft
Apresentação gráfica: utilizada para criar conjuntos automatizados de slide shows, que podem incluir efeitos sonoros e visuais. (ex.: Microsoft
Browsers: é um programa de navegação na Internet. (ex.: Microsoft Internet Explorer)
Jogos: programas para lazer. Existem jode vários tipos como por exemplo: estratégia (Age of Mythology), first person shooter (Medal of Honor), third person shooter (Max Payne), etc.…
Sistema Operativo
É o programa mais importante de um computador indispensável para o arranque e funcionamento da máquina. Serve também para correr aplicações. O sistema operativo controla a actividade do CPU, gere as memórias e assegura a interacção com o utilizador. Organização da informação através do sistema operativo.
Windows
Aspectos genéricos sobre o Windows:
O Windows é um sistema operativo que surgiu em 1995 para substituir o sistema operativo MS-DOS e o software de aplicação Windows 3.1.1.
Quando se liga o computador que tenha o Windows instalado, o sistema operativo é carregado e entra assim no ambiente de trabalho do Windows e o sistema informático fica apto a ser utilizado.
Quando nos referimos ao Windows, as melhorias introduzidas relativamente ao seu antecessor não são sentidas, apenas na forma como utilizamos o computador e na apresentação gráfica do sistema operativo, mas também ao nível interno, visto que se tornou mais estável.
Ao nível crashs que afectava o Windows 95 e Windows 98, mantém-se estável sem que seja necessário efectuar a reinicialização do sistema. Ao nível de memória, apresenta-se mais organizado, aumentado a performance de todo o sistema. As operações do ligar e desligar o sistema são mais rápidas.
Linux
O Linux é um S.O. da família UNIX, desenvolvido através da Internet, por vários programadores.
Este S.O. tem a particularidade de ser Software livre e não ser detido por nenhuma empresa, estando o seu código-fonte disponível para consulta em vários sítios da Internet, como em http://www.kernel.org. O código-fonte é o conjunto de linhas de programação que compõem o software. Podemos referir o Linux com dois significados diferentes:
Ø Como o núcleo S.O.
Ø Como a colecção total de programas
Software Livre – é o software que pode ser utilizado, modificado e distribuído a outros sem que se tenha de pagar uma licença para tal efeito.
Características do Linux
O Linux tem como principais características:
Flexibilidade – o seu código-fonte está disponível e por isso permite que se possa alterar e distribuir à medida das necessidades. Esta é a razão porque evolui tão depressa: contribuições de diferentes pessoas enriquecem-no e tornam-no mais funcional para diferentes necessidades.
Economia – um software livre como o Linux, ao contrário do que acontece com o software tradicional, não é preciso pagar uma licença para o instalar num computador. Isto torna-o mais económico para quem o utiliza, em casa ou nas empresas.
Fiabilidade – o Linux é baseado no Unix que é conhecido por ser um dos S.O mais estáveis. A sua arquitectura proporciona menos defeitos de construção, tornando-o mais sólido.
Segurança – como o código-fonte está disponível para todos, os erros de programação de S.O são descobertos mais depressa e as suas correcções são imediatamente disponíveis na NET.
As desvantagens do S.O Linux são:
Os programas para Microsoft Windows não podem ser executados, neste S.O. Para executar aplicações do interesse do utilizador é preciso obter a sua versão para Linux. Muitas empresas produtoras de aplicações e jogos já disponibilizam versões para ambos os S.O.
Há hardware, como scanners e modems, mais antigos que não é suportado pelo Linux. Se isto acontecer teremos que consultar na NET o sítio fabricante em questão.
Breve historia sobre o Linux
O S.O Linux foi criado por um estudante universitário finlandês, chamado Linus Torvalds. Como podemos verificar, a expressão Linux provém de uma alteração à última letra do primeiro nome do seu autor.
O seu desenvolvimento foi iniciado em 1991 quando Linus Torvalds era estudante na universidade de Helsínquia e sentiu necessidade de estudar melhor os S.O. Nessa altura, como estudante, tinha pouca oportunidade de consultar ou alterar o código de S.O, decidindo começar ele próprio a desenvolver um S.O de raiz.
Através da NET, o Linux vem sendo desenvolvido por um conjunto de programadores liderados por Linus. Qualquer pessoa que queira contribuir para o núcleo do S.O pode fazê-lo, ficando a decisão, de integrar ou não a contribuição, a cargo do autor original. O Linux é utilizado em Portugal desde 1994 pelas Universidades.
“ Plug and Play” ou configuração
O sistema operativo deve ser capaz de reconhecer e adaptar-se ao hardware que o sistema informático tem instalado, bem como reconhecer e configurar hardware adicional que venha a ser instalado.
MS-DOS
O MS-DOS foi o primeiro sistema operativo do mundo
O MS-DOS é um sistema operativo monotarefa (um só programa de cada vez) e com uma interface de utilizador baseada em linha de comando
Aqui ficam alguns dos comandos a utilizar do sistema operativo MS-DOS:
DIR – abrir directoria
CD_ nome – mudar de directoria
CD\ – raiz (C:\)
CD.. – Voltar para a directoria anterior
MD_ Nome – criar directoria
Microssoft Power Point
Ambiente de trabalho do Microsoft Power Point
A expressão apresentação electrónica é uma técnica e um tipo de software de apresentação de conteúdos por computador.
Um programa de apresentações electrónicas permite fazer tarefas como:
Ø Produzir diapositivos ou slides, ou seja, páginas ou ecrãs de texto, imagens ou outros grafismos;
Ø Agrupar os diapositivos numa sequência ordenada, designada por apresentação.
Ø Gravar o trabalho da apresentação em ficheiro num suporte de armazenamento;
Ø Imprimir a totalidade ou uma parte do trabalho;
Ø Apresentar o trabalho a um público, etc.
Depois de pronta, uma apresentação pode ser mostrada no mesmo computador em que foi preparada, ou num outro, para onde for transportada; pode ser impressa em papel ou pode ser apresentada por meio de um projector de imagens ligado ao computador.
Microsoft Excel
Estrutura geral de uma folha de cálculo
Uma folha de cálculo electrónica é um programa que proporciona uma área de trabalho ou folha de trabalho cujo aspecto geral é o de uma enorme tabela com linhas e colunas. As colunas são dispostas na vertical e representadas por letras. As linhas são dispostas na horizontal e representadas por números. Na intersecção das linhas com as colunas estão as células – são unidades elementares da Folha de Cálculo, e os espaços onde se introduzem os diferentes tipos de dados. A célula em que está posicionado o cursor em determinado momento chama-se célula activa.
Um conjunto de células, dispostas em fórmula de rectângulo, constitui um intervalo de células.
Os intervalos ou faixas de células costumam ser representados pela indicação da 1ª e últimas células da série, no meio das quais se coloca um sinal de dois pontos.
Redes de computadores
Uma rede de computadores é um sistema de comunicação de dados, constituído através da interligação de computadores e outros dispositivos, com a finalidade de trocar informação e partilhar recursos.
Os principais objectivos e vantagens da utilização de redes de computadores são:
Ø Partilha de programas e ficheiros de dados ou documentos – através de uma rede é possível a vários utilizadores, cada qual no seu posto de trabalho, acederem a um mesmo programa localizado num dos computadores da rede ou terem acesso a dados, em outros computadores;
Ø Intercâmbio de informação entre os utilizadores – por exemplo, através de correio electrónico transferência de ficheiros, etc.
Ø Melhor organização do trabalho, nomeadamente com a possibilidade de:
o Definição de diferentes níveis de acesso à informação consoante os utilizadores;
o Supervisão e controlo do trabalho na rede por parte dos responsáveis;
o Constituição de grupos de trabalho;
o Calendarização de tarefas…
Redes locais e redes alargadas
As redes de computadores podem ser de muitos tipos. Uma das principais distinções que se faz ao nível de redes de computadores, é a que tem a ver com a abrangência geográfica da rede. Com base neste critério podemos distinguir:
Ø Rede de área local ou LAN (a abrangência da rede se limita a uma sala/ edifício)
Ø Rede de área alargada ou WAN (rede de computadores ou conjunto de redes cuja abrangência se estende por uma região, varias regiões, vários países ou ate a totalidade do globo.
Entre as redes de área local e as redes WAN podemos ter redes de dimensões intermediárias, como por exemplo: rede de campus – tipo de rede que consiste normalmente em diversas redes locais ligadas entre si, abrangendo um conjunto de edifícios vizinhos (escola, hospital) – rede de área metropolitana – tipo de rede que abarca a área de uma grande cidade ou região urbana, interligando determinadas entidades ou instituições que necessitam de manter entre si um sistema de comunicações de dados (entidades administrativas ou policiais de uma grande cidade).
Domínios
Países
au
Austrália
br
Brasil
de
Alemanha
fr
França
es
Espanha
it
Itália
jp
Japão
pt
Portugal
uk
Reino Unido
us
Estados Unidos
com
Comercial
edu
Educativos
gov
Governamentais
int
Internacionais
mil
Militares
net
Da Internet
org
Organizações
Endereços URL
O sistema www fez surgir um novo tipo de endereços, conhecido por URL (Universal Resource locator). A sua forma genérica é:
Protocolo://servidor/localização
Estes endereços tornam-se mais inelegíveis se os decompusermos em três partes distintas.
Ø Prefixo (indica protocolo ou tipo de serviço de acesso)
Ø Endereço do servidor
Ø Local da informação no computador
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Papel da Mulher na Sociedade
Desde os primórdios da humanidade que a mulher tem lutado pelos seus direitos, tem lutado por uma vida melhor, pelo seu reconhecimento enquanto ser vivo. Antigamente, as mulheres eram usadas como sendo escravas e objectos sexuais. Faziam tudo o que lhes era imposto, eram consideradas um ser desprezível. Eram úteis apenas para cuidar dos filhos, executar as tarefas domésticas e satisfazer os homens. Aliás, infelizmente, ainda são tratadas assim em certos países.
Contudo, é graças à mulher que a nossa espécie continua.
A mulher, na minha opinião, é um ser único, é como alguém afirmou “ a flor mais sublime que a natureza deixou na Terra pelo seu perfume, pelo seu falar carinhoso e pela sua maneira de conseguir tudo o que anseia”. Como dizem os poetas, a mulher assemelha-se a uma rosa que exala perfume nos momentos mais tensos.
Foi ela quem inspirou os grandes pintores, os grandes escritores de textos literários, foi ela quem inspirou os músicos a criarem as mais belas canções.
A mulher é então um ser a que posso chamar de romântico, frágil e único. Contudo, para além da faceta, de mãe, feminina, mulher, etc., a mulher pode também ser trabalhadora, participativa e capaz de contribuir de algum modo para a evolução dos tempos e da nossa sociedade.
A meu ver, é necessário que a imagem de uma mulher que serve apenas para fazer anúncios de produtos industriais, mostrando o seu corpo, ou mesmo para fazer filmes de pornografia deve ser eliminada.
A mulher não deve ser vista de maneira diferente, deve ser considerada como um ser vivo e ter os mesmos direitos que os homens.
Penso que a mulher deve de assumir uma postura de ser humano e exercer a sua actividade de acordo com as suas posses, situação social ou grau de intelectualidade. Um fraco grau de intelectualidade contudo, não deve permitir o desrespeito.
Foi a partir da Revolução Francesa, em 1789, que o papel da mulher na sociedade começou a alterar-se. A exploração e limitação dos direitos marcaram essa participação feminina e aos poucos foram surgindo movimentos pela melhoria das condições de vida, de trabalho, a participação politica, o fim da prostituição, o acesso à instrução e a igualdade de direitos entre os sexos.
Em alguns países, felizmente, podemos ver que algumas mulheres já aderiram ao mundo da política, mundo este que desde sempre envolveu apenas homens. As mulheres cada vez mais participam no mundo não só da política mas também do desporto, da saúde, da engenharia etc.
Acredito que, se as mulheres desde sempre pudessem participar activamente na sociedade, então talvez o Mundo fosse um sítio melhor, com mais paz, amor e carinho.
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Os Maias - Heridatariedade, a Educação e o Meio
Índice
-Desenvolvimento
-Resumo dos capítulos III e IV
-Confronto entre a educação tradicional de Eusebiozinho e a educação à inglesa de Carlos da Maia
-Caracterização da burguesia provinciana da Santa Olávia
-Caracterização física e psicológica de Carlos da Maia e João da Ega
-A influência da hereditariedade, da educação e do meio no carácter e no comportamento de Carlos
-Bibliografia
Desenvolvimento
Resumo dos capítulos III e IV
Capítulo III
Este capítulo inicia-se com a chegada de Vilaça a Santa Olávia, onde é recebido com muita alegria. Vê então Carlos da Maia maior e mais esplendoroso. Vilaça toma conhecimento da rígida educação de Carlos e logo se opõe a tal. Entretanto todos jantam, e Carlos faz notar todas as suas capacidades ensinadas por Brown. No fim do jantar, vão para a varanda tomar café, onde o assunto de conversa é a educação de Carlos, em que tanto Brown como Afonso a defendem, e Vilaça e o abade Custódio se opõem. Por fim, chegam também as senhoras com o Eusebiozinho e a noiva de Carlos. Durante esta presença, há um contraste entre a educação à inglesa de Carlos e a educação tradicional de Eusebiozinho, que é notório ao longo de todo o episódio. Após o jantar e a retirada de todos, Vilaça e Afonso conversam no escritório, e Afonso recebe noticias sobre Maria Monforte e sua derradeira vida. Afonso decide então que irá pedir que lhe dêem notícias mais pormenorizadas acerca dela, do seu paradeiro actual e sobre sua neta.
Após uns dias Vilaça abandona Santa Olávia e regressa a Lisboa. Entretanto promete voltar, mas acontece uma desgraça, e Vilaça acaba por morrer, instalando-se assim um ambiente de tristeza e luto em Santa Olávia. O capítulo termina, já com o primeiro exame fantástico de Carlos e seu festejo.
Capítulo IV
Neste capítulo, Carlos opta pelo curso de Medicina para o seu futuro. O avô compra-lhe uma casa em Coimbra, onde faz os seus serões com os amigos. É também em Coimbra que Carlos vai viver os seus primeiros amores, com a Espanhola e com Hermengarda. Após terminar o seu curso Carlos parte para Inglaterra, onde vai ter ideias para o seu futuro. Quando volta para junto de seu avó, Carlos abre um consultório médico no Rossio, e monta um laboratório. O seu eterno amigo Ega, também já está em Lisboa, e valoriza muito a ideia de Carlos, como adora o seu consultório.
Entretanto, pensam em reunir a sociedade lisboeta no Ramalhete, e pensam quem iram convidar para os seus serões de como irão passar os mesmos. O capítulo termina com a notícia de Ega a Carlos, de seu livro, “As memórias de um átomo”.
Confronto entre a educação tradicional e a educação à inglesa
Confronto entre a educação tradicional de Eusebiozinho e a educação à inglesa de Carlos da Maia:
Carlos da Maia – à Inglesa
Eusebiozinho – Tradicional
Pedagogo Inglês – Brown
Pedagogo Português – Abade Custódio
Contacto com a Natureza
“... Correr, cair, trepar às árvores, molhar-se, apanhar soalheiras, como um filho de caseiro...” (pág.57)
Permanecia em casa
“... Passava os dias nas saias da titi...” (pág.78)
Aprendizagem de línguas vivas: Inglês
“... Mostrou-lhe o neto que palrava inglês com o Brown...”
Aprendizagem de línguas mortas: Latim
“...a instrução para uma criança não é recitar Tityre, tu patulae recubans...”
Brincadeiras e divertimento
“Estou cansado, governei quatro cavalos...” (pág.73)
Contacto com velhos livros
“... Admirar as pinturas de um enorme e rico volume, «Os costumes de todos os povos do Universo»...” (pág.69)
Rigor, método e ordem
“...tinha sido educado com uma vara de ferro!...”, “...não tinha a criança cinco anos já dormia num quarto só, sem lamparina...” (pág.57)
Super protecção
“...levava ao colo o Eusebiozinho, que parecia um fardo escuro, abafado em mantas, com um xale amarrado na cabeça...” (pág.76), “...nunca o lavavam para o não constiparem...” (pág.78)
Valorização da criatividade e juízo crítico
Valorização da memorização
“...Que memória! Que memória... É um prodígio!...” (pág.76)
Submissão da vontade ao dever
“...Ainda é muito cedo, Brown, hoje é festa, não me vou deitar!... Carlos tenha a bondade de marchar já para a cama!” (pág.73)
Suborno da vontade pela chantagem afectiva
“...e a mamã prometeu-lhe que, se dissesse os versinhos, dormia essa noite com ela...” (pág. 76)
Desprezo da Cartilha e do conhecimento teórico
“... É saber factos, noções, coisas úteis, coisas práticas...” (pág.63)
“...e pedira-lhe que lhe dissesse o Acto de Contrição. ... Que nunca em tal ouvira falar...” (pág.67)
Estudo da Cartilha
“...a decorar versos, páginas inteiras do «Catecismo de Perseverança»...” (pág.78)
Exercício físico: ginástica ao ar livre
“...a remar, Sr. Vilaça, como um barqueiro! Sem contar o trapézio, e as habilidades de palhaço...” (pág.58)
Débil na sua saúde e não tinha actividade física
“...Não tem saúde para essas cavaladas...” (pág.73)
Como consequência dessa educação
Carlos
Eusebiozinho
Conhecimento prático
Conhecimento teórico
Aprendizagens de línguas vivas: Inglês
Aprendizagem de línguas mortas: Latim
Formatura em Medicina
Bacharlato em Direito
Abertura, convivência e tolerância
Isolamento e intolerância
Quem apoiava essa educação:
- Afonso da Maia
- Brown
Quem apoiava essa educação:
- Vilaça
- As Senhoras
- Abade Custódio
Quem era contra essa educação:
- Vilaça
- As Senhoras
- Abade Custódio
Quem era contra essa educação:
- Afonso da Maia
- Brown
Caracterização da Burguesia provinciana de Santa Olávia
Burguesia provinciana de Santa Olávia » Era uma sociedade fútil, sem cultura, que se preocupava demasiado com as crianças, com a vida alheia, fazendo da mesma tema das conversas, e sobretudo, valorizavam a educação Tradicional Portuguesa.
As personagens que representam essa mesma burguesia, são:
§A titi e a mamã de Eusebiozinho, que representavam as senhoras da época, que não trabalhavam, só cuidavam das crianças e eram senhoras sem cultura e interesses sociais;
§Eusebiozinho, que representava a educação retrógrada Portuguesa, e sua influência no carácter das pessoas.
Para caracterizar essa mesma burguesia Eça vai recorrer à utilização de uma linguagem específica:
§Linguagem familiar;
§Rica em diminutivos; “perninhas flácidas...”,”dissesse os versinhos...”, ”mãozinhas pendentes...”,”pregados na titi...”
§Ironia;”...-Mas é muito esperto, minha rica senhora! – acudiu Vilaça. -É possível – respondeu secamente a inteligente Silveira...”
§Caricatura.
Caracterização física e psicológica de Carlos da Maia e João da Ega
Carlos da Maia:
§ Protagonista
§ Filho de Pedro da Maia e Maria Monforte
§ Após do suicido do pai foi viver com o avô em Santa Olávia
§ Educação britânica
§ Tirou em Coimbra um curso de medicina
§ Interessa-se por medicina, literatura, cavalos, armas e bricabraque
§ Superioridade e distância em relação ao meio lisboeta, traduzido pela ironia
§ Auto marginalização em relação à sociedade
§ Fisicamente atraente: formoso, alto, bem feito, ombros largos, cabelos pretos, olhos de negro líquido
§ Culto da imagem, atitude de dândi
§ Cosmopolita, sensual, luxuoso, diletantismo
§ Projectos não cumpridos
§ Paixões: Gouvarinho e Maria Eduarda
João da Ega:
§ Amigo inseparável de Carlos
§ Papel de confidente
§ Trazia Carlos de volta à realidade, nos momentos mais difíceis e mais dolorosos amparava-o e ajudava-o não só em termos práticos como também em termos espirituais
§ Grande cumplicidade com Carlos devido à afinidade em termos culturais e mentais
§ Andava-se formando em Direito
§ Ateu e demagogo
§ Estatura fraca e esguia
§ Considerado excêntrico, demolidor, enérgico da politica e da sociedade
§ Possuía “faísca, rasgo, estilo e coração”
§ “Um romântico e sentimental, um desses indivíduos inferiores que governam a vida pelo sentimento e não pela razão”
§ Crítico acérrimo da sociedade burguesa
§ “Quer” a revolução
§ Projectos não cumpridos: A revista, livro, e peça de teatro
§ Paixão por Raquel Cohen
§ Defensor do Realismo/ Naturalismo
§ Ateu e demagogo
Influência da hereditariedade, da educação e do meio no carácter e no comportamento de Carlos
Pedro da Maia
Carlos da Maia
Vida dissoluta
Vida dissoluta
Encontro fortuito com Maria Monforte
Encontro fortuito com Maria Eduarda
Paixão por ela
Paixão por ela
Pedro procura um encontro com Maria
Carlos procura um encontro com Maria
Encontro através de Alencar
Encontro através de Dâmaso
Elemento de oposição ao romance: ela ser uma negreira (oposição real de Afonso)
Elemento de oposição ao romance: ela ser a amante (oposição real de Afonso)
Encontros e Casamento
Encontros e relações
Vida de casados: viagem ao estrangeiro, vida social em Arroios, nascimentos dos filhos
Vida de relações: viagem ao estrangeiro e casamentos adiados, vida social na Toca
Retardamento do encontro com Afonso
Retardamento por causa de Afonso
Elemento desencadeador do drama: o Napolitano
Elemento desencadeador do drama: Guimarães
Infidelidade e fuga de Maria – reacções atónicas de Pedro
Descoberta do incesto – reacções de Carlos
O Drama instala-se
A iminência da Tragédia
Regresso de Pedro ao Ramalhete, diálogo com Afonso e suicídio de Pedro
Encontro de Carlos com Afonso, mudo, sem diálogo, e motivação para o suicídio de Carlos
Motivação para a morte de Afonso
Morte de Afonso
A partir da análise deste quadro, em que estão dispostas as evoluções da vida de Pedro e Carlos da Maia, podemos observar que tanto Pedro como Carlos falharam na sua vida, não cumpriram os seus desejos e sonhos, os seus projectos e não ficaram com o seu amor. Assim podemos dizer que apesar das diferentes educações, a de Pedro valorizando a aprendizagem teórica e de línguas mortas, a de Carlos valorizando o saber prático e o bem-estar físico, estas não alteraram o comportamento de Carlos em relação à vida que o diferencia de Pedro.
Podemos também observar que Carlos herdou as características do pai, a fraqueza e cobardia, e as características da mãe, a vida boémia, o egoísmo e futilidade. Estas características alteram o comportamento de Carlos na sua vida, este reage como o pai às situações complicadas que lhe aparecem, não tendo reacção, ficando atónico e fraquejando, e também tem uma vida boémia como a mãe, cheia de serões, festas e jantares com os amigos, era fútil nas suas decisões e talvez um pouco egoísta.
Mas estas características herdadas não são suficientes para explicar as reacções e evolução da vida de Carlos. A principal influência que Carlos teve foi, a influência do meio em que este estava inserido. Meio este que era o mesmo em que seu pai estivera também inserido, explicando assim o fraquejar dos dois. Podemos concluir então que a influência da sociedade fútil, sem estímulos, de luxos e vida boémia, vai ser superior a qualquer factor no comportamento de Carlos, superior à educação sobretudo.
Concluímos então que a influência do meio, apesar de educações diferentes, de caracteres diferentes, é sempre superior e imponente, criando assim, pessoas fracas, sem reacção, boémias e muito luxuosas.
Bibliografia
§ CABRAL, Avelino Soares (coord.), O Realismo, Eça de Queirós e os Maias, Mem Martins, Edições Sebenta, 1996
§ QUEIRÓS, Eça, Os Maias, Lisboa, Edição “Livros do Brasil”, s.d.
§ VIEIRA, José; GUERRA, João, Aula Viva, Português – B 11º Ano, Porto, Porto Editora, 1994
§ LANÇA, Gabriela; JACINTO, Conceição, Colecção Estudar Português Os Maias Eça de Queirós, Porto, Porto Editora
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Evolução da Língua Portuguesa
Introdução
O presente trabalho insere-se no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa, a temática escolhida é a Evolução da Língua Portuguesa, um tema interessante e muito importante para a cultura geral, neste trabalho pretendemos divulgar um pouco mais sobre o contexto biológico da Língua Portuguesa. Este texto procura inicialmente apresentar um pouco da história desta língua, partindo das raízes latinas na Europa até o português moderno. Em seguida, apresentar a situação actual do português nos diversos países e regiões do mundo onde ele é falado.
Este texto não é escrito para especialistas em línguas. Destina-se às pessoas em geral que desejam conhecer um pouco mais sobre a língua portuguesa. Trata-se de um trabalho formado a partir de contribuições recolhidas de diversas fontes e por várias pessoas. Por estas razões, pedimos antecipadamente desculpas por eventuais erros e omissões e convidamos todos a acrescentarem seus comentários e sugestões.
Desenvolvimento
O surgimento da Língua Portuguesa está profunda e inseparavelmente ligado ao processo de constituição da Nação Portuguesa. Na região central da actual Itália, o Lácio, vivia um povo que falava latim. Nessa região, foi posteriormente fundada a cidade de Roma, esse povo foi crescendo e anexando novas terras ao seu domínio. Os romanos chegaram a possuir um grande império e, a cada conquista, impunham aos vencidos os seus hábitos, as suas instituições, os seus padrões de vida e a sua língua.
Existiam duas formas de expressar o latim:
1° - O latim vulgar
2° - O latim clássico
O latim vulgar era somente falado. Era a língua do quotidiano, usada pelo povo analfabeto da região central da actual Itália e das províncias: soldados, marinheiros, artífices, agricultores, barbeiros, escravos, etc. Era a língua viva, sujeita a alterações frequentes e por isso apresentava diversas variações.
O latim clássico era a língua falada e escrita, apurada, artificial, rígida, era o instrumento literário usado pelos grandes poetas, prosadores, filósofos, retóricos. A expressão do latim que os romanos acabavam por impor aos povos vencidos era a vulgar; estes povos eram muito diversificados e falavam línguas muito diferentes, por isso em cada região o latim vulgar sofreu alterações distintas, o que resultou no surgimento dos diferentes romanços (do latim romanice, que significa "falar à maneira dos romanos"), que deram posteriormente origem às diferentes línguas neolatinas ou românicas.
Contexto biológico
O Português vem do Latim vulgar, sabe-se que o latim era uma língua corrente de Roma. Roma, destinada pela sorte e valor de suas bases, conquista, através de seus soldados, regiões imensas. Com as conquistas vai o latim sendo levado a todos os rincões pelos soldados romanos, pelos colonos, pelos homens de negócios. As viagens favoreciam a difusão do latim.
Primeiramente o latim se expande por toda a Itália, depois pela Córsega e Sardenha, plenas províncias do oeste do domínio colonial, pela Gália, pela Espanha, pelo norte e nordeste da Récia, pelo leste da Dácia, surgindo daí as línguas românicas ou novilatinas.
São línguas românicas porque tiveram a mesma origem: ao latim vulgar. Essas línguas são, na verdade, continuação do latim vulgar. Essas línguas românicas são: português, espanhol, catalão, provençal francês, italiano, rético, sardo e romeno.
Evolução da Língua Portuguesa
A formação e a própria evolução da língua portuguesa contam com um elemento decisivo: o domínio romano, sem desprezar por completo a influência das diversas línguas faladas na região antes do domínio romano sobre o latim vulgar, o latim passou por diversificações, dando origem a dialectos que se denominava romanço
Com várias invasões barbaras no século V, e a queda do Império Romano no Ocidente, surgiram vários destes dialectos, e numa evolução constituíram-se as línguas modernas conhecidas como: neolatinas. Na Península Ibérica, várias línguas se formaram, entre elas o catalão, o castelhano, o galego-português, deste último resultou a língua portuguesa.
Fase do português moderno
A língua portuguesa uniformizou-se a partir do século XVI e adquiriu as características do português actual. A rica literatura renascentista portuguesa, nomeadamente a produzida por Camões, desempenhou papel fundamental nesse processo de uniformização. As primeiras gramáticas e os primeiros dicionários da língua portuguesa também datam do século XVI. Existe um período na evolução da língua portuguesa a que também se denomina PERÍODO PSEUDO-ETIMOLÓGICO e que se inicia no século XVI e se prolonga até 1911, ano em que é decretada a reforma ortográfica, fundada nos preceitos da gramática de Gonçalves Viana, publicada em 1904.
A grande reforma seguinte, em 1945, resultante de um acordo ortográfico entre Portugal-Brasil, sofrendo algumas alterações em 1971, continua a ser norma oficial da ortografia por que nos regemos ainda hoje. Hoje o português é conhecido como "A língua de Camões" (em homenagem a Luís Vaz de Camões, escritor português, autor de Os Lusíadas) e "A última flor do Lácio" (expressão usada no soneto Língua Portuguesa, do escritor brasileiro Olavo Bilac. Miguel de Cervantes, o célebre autor espanhol, considerava o idioma "doce e agradável".
O português no Mundo
A língua portuguesa tem uma das histórias mais fascinantes entre as línguas de origem europeia. Em razão das navegações portuguesas nos séculos XV e XVI, tornou-se um dos poucos idiomas presentes na África, América, Ásia e Europa, sendo falado por mais de 200 milhões de pessoas.
Nos demais países africanos de língua oficial portuguesa, o português é utilizado na administração, no ensino, na imprensa e nas relações internacionais e nas situações da vida quotidiana.
Conclusão
Conclui-se que, a língua Portuguesa vem do Latim vulgar, e uniformizou-se a partir do século XVI e adquiriu as características do português actual. Em razão das navegações portuguesas nos séculos XV e XVI, tornou-se um dos poucos idiomas presentes na África, América, Ásia e Europa, sendo falado por mais de 200 milhões de pessoas.
Bibliografia
Fontes de matérias/ jornais e livros de Língua Portuguesa
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Teoria do Desenvolvimento
O objecto da psicologia é o estudo científico do comportamento (reacções observáveis) e os processos mentais e da relação entre eles (sentimentos, emoções, fantasias – não podem ser observáveis directamente). A psicologia estuda questões ligadas à personalidade, à memória, à inteligência, ao funcionamento do sistema nervoso, ao comportamento em grupo, ao prazer e à dor...
“Os psicólogos não se limitam à descrição do comportamento. Vão mais além: procuram explicá-lo, prevê-lo e, por último, modificá-lo para melhorar a vida das pessoas e da sociedade em geral.”
A psicologia como ciência independente nos finais do século XIX, quando Wundt funda o primeiro Laboratório de Psicologia Experimental, na Alemanha.
Wundt e o Associacionismo
Wundt vai procurar decompor a mente, a consciência (objectivo), nos seus elementos simples, que são as sensações. Ele defende que os processos mentais, não são mais do que a organização de sensações elementares que se associam, procurando relacioná-las com a estrutura do sistema nervoso.
Para Wundt, o objectivo da psicologia é o estudo da mente, dos processos mentais, da experiência consciente do Homem. No laboratório vai procurar conhecer os elementos constitutivos da consciência, a forma como se relacionam e associam (associacionismo).
Wundt utiliza como método a introspecção controlada (os sujeitos descrevem o que os seus estados subjectivos resultantes de estímulos visíveis, tácteis, etc. ou seja a analise interior feito pelo próprio sujeito – porque é feito em laboratório e uma 3ª pessoa analisa e interpreta aquilo que o sujeito diz as suas sensações). Através da introspecção, os sujeitos experimentais descreviam o que sentiam, os seus estados subjectivos, resultantes de estímulos visuais, auditivos e tácteis.
Wundt com colegas utilizou um metrónomo para descrever as sensações antes (tensão), durante (excitação) e após as batidas (agradável sensação).
A psicologia teria como objectivo a experiência humana, estudada na perspectiva das experiências pessoais através da auto-observação, visando conhecer os seus elementos constituintes: as sensações.
Pavlov e a reflexologia
Pavlov através de uma experiência com um cão, chegou a conclusão de que não só os animais mas também os humanos tinham reflexos inatos e que podiam desenvolver reflexos aprendidos. No decorrer desta experiência sobre os reflexos digestivos , verifica que o cão salivava não só quando via o alimento - reflexo inato - , também perante outros sinais com eles associados, como, por exemplo, os passos do tratador e o som da campainha. Designou este comportamento por reflexos condicionados.
Para Pavlov o espírito não é mais do que uma actividade do cérebro e que é no córtex cerebral que se formam, modificam e desaparecem os reflexos condicionados.
A psicologia devia de tomar o nome de reflexologia, circunscrever-se-ia ao estudo dos reflexos. Os reflexos seriam o fundamento das respostas dos indivíduos aos estímulos provenientes do meio.
Pavlov vai explicar os processos de aprendizagem, destacando-se o estudo sobre a aquisição da linguagem.
Watson e o Behaviorismo
Watson é o pai da psicologia científica, pois cortou com todo o seu passado – concepção e método – e construiu um ramo objectivo experimental da ciência. Watson não nega a existência da consciência, nem a possibilidade de o indivíduo se auto-observar. Defende, contudo, que a análise dos estudos de espírito, bem como a procura das suas causas, só pode interessar ao sujeito no âmbito da sua vida pessoal.
Watson, acha que se pode estudar directamente o comportamento observável, isto é, a resposta (.R) de um indivíduo a um dado estímulo(E) do ambiente.
O psicólogo tenta decompor o seu objecto – o comportamento – nos seus elementos e explicá-los de forma objectiva. Deve recorrer ao método experimental.
Esta concepção de psicologia designa-se por behaviorismo, comportamentalismo, condutismo ou teoria do comportamento.
Noção de Comportamento
Para Watson, a psicologia deveria estudar o comportamento do ser humano desde o nascimento até que morre.
O estudo do comportamento consiste em estabelecer as relações entre os estímulos (conjunto de excitações que agem sobre o organismo, podendo ser qualquer elemento do meio externo – raios luminosos, ondas sonoras – ou modificações internas do organismo – movimentos dos músculos, secreções das glândulas) e as respostas (explicitas - directamente observáveis; implícitas - :não directamente observáveis):
Isto é, para o mesmo estímulo obtemos sempre a mesma resposta
O comportamento é determinado por um conjunto complexo de estímulos que se designa por situação. Para o comportamentalismo, a resposta é tudo o que o animal ou ser humano faz.
O comportamento, isto é, o conjunto de respostas objectivamente observáveis, é determinado por um conjunto complexo de estímulos (situação) provenientes do meio físico ou social em que o organismo se insere.
A resposta está condicionada pela situação ou estímulo
Watson não nega que entre o estímulo e a resposta se passe algo no interior do sujeito. Considerava, contudo, que tal não é objecto da psicologia.
Embora não negue a existência de factores hereditários – para ele, irrelevantes na formação da personalidade do indivíduo.
Para Watson o meio é o factor determinante na personalidade e atitudes, isto é, condiciona o indivíduo.
Conclusão: Segundo os behavioristas, o comportamento do ser humano e o seu desenvolvimento dependem totalmente do meio em que o sujeito se encontra inserido. O sujeito tem um papel passivo no processo de conhecimento e desenvolvimento.
Críticas
deixar de parte a hereditariedade, porque por exemplo um deficiente , quando nasce não é deficiente pelo o que fez mas pelo factor hereditário.
A formula E è R muitas condutas ficam por explicar. Por exemplo, a reacção desencadeada pela sede, eu não bebo porque vejo água mas porque à uma situação interna do meu organismo que desencadeia um conjunto de comportamentos que me permitem atingir o objectivo: beber.
Köhler e o gestaltismo
O gestaltismo ou psicologia da forma, nasce por oposição à psicologia do séc. XIX e critica Wundt.
Köhler defende que a psicologia deveria decompor os processos conscientes nos seus elementos constituintes e enunciar as leis que regem as suas combinações e relações. Os elementos mais simples seriam as sensações que, associadas, somadas constituiriam a percepção.
Os gestaltistas partem das estruturas, das formas: nós percepcionamos configurações, isto é, conjuntos organizados em totalidade. A teoria da forma considera a percepção como um todo. Primeiro percepcionam o total depois analisam os elementos ou dos pormenores.
O todo não é a soma das partes – na realidade estas organizam-se segundo determinadas leis. Os elementos constitutivos de uma figura são agrupados espontaneamente. Esta organização é, segundo o gestaltismo, essencialmente inatos.
A organização das nossas percepção será estudada pelos gestaltistas que enunciam um conjunto de leis.
- Lei da proximidade – perante elementos diversos, temos tendência a agrupar aqueles que se encontram mais próximos.
- Lei da semelhança – perante elementos diversos, temos tendência a agrupar por semelhanças.
- Lei da contiguidade – perante algo inacabado, temos tendência a acabar.
Os gestaltistas criticam Watson porque este diz que todo depende do meio e Köhler acha que as ideias são inatas.
Conclusão: segundo esta concepção, o sujeito é resultado das potencialidades transmitidas por hereditariedade. Existiriam estruturas inatas no sujeito que organizariam a experiência do meio ambiente. O meio desempenha um papel pouco relevante no seu desenvolvimento. Os gestaltistas defendem que o sujeito organiza a experiência do meio a partir das estruturas inatas.
Críticas
Köhler diz que todo depende de estruturas inatas, mas eu acho que a experiência ou aprendizagem pode mudar isso, por exemplo
Freud e a Psicanálise
Até então, a concepção dominante de Homem definia-o como ser racional, que controlava os seus impulsos através da vontade. O consciente, constituído pelas representações presentes na nossa consciência e conhecido pela introspecção, constituía o essencial da vida mental de ser humano.
A grande revolução introduzida por Freud consistiu na afirmação da existência do inconsciente – zona do psiquismo constituída por pulsões, tendências, desejos e medo.
Freud compara o psiquismo humano a um icebergue: a sua parte visível é muito pequena e corresponde ao consciente (imagens, lembranças, pensamento), a parte submersa, que não se vê, do icebergue é a maior e corresponde ao inconsciente, cabendo-lhe um papel determinante no comportamento. O pré-consciente faz a ligação entre o consciente e o inconsciente e corresponde, a zona flutuante de passagem entre a parte visível e a oculta que varia o seu grau de emersão (memórias, fantasias e lembranças).
Recalcamento, defesa do ego que censurar ao enviar para o inconsciente do id as pulsões contrárias às normas do consciente do superego.
Freud formula uma nova teoria das estruturas do aparelho psíquico, onde diz que este se organizava através das instâncias id (regula-se pelo principio do prazer e aparece com o recém-nascido), ego(medidor da realidade externa e como agente da defesa contra a angústia provocada por conflitos internos), superego(directamente envolvido pela realidade e guia-se pelo principio da realidade).
Freud afirmou também que o aparelho psíquico é regido por dois princípios gerais: o princípio do prazer e o princípio da realidade. Ao principio do prazer corresponde o processo primário, que implica uma libertação de energia psíquica sem barreiras, ou seja, à um afastamento da razão guiando-se só pelo prazer ou pela forma mais imediata. O principio da realidade faz com que o aparelho psíquico renuncie à satisfação imediata, em ordem a ter em conta a situação real, garantido um contacto com a realidade.
Sexualidade
A neurologia estavam ligadas a sexualidade, objectivo de múltiplas repressões e obstáculos. A sua origem estaria ligada à experiência traumática ocorrida na infância.
A descoberta da sexualidade infantil levou Freud a modificar as suas noções, distinguindo genital de sexual. A sexualidade não se limita ao acto sexual entre duas pessoas: a sexualidade era toda a actividade pulsional que tende a uma satisfação.
Piaget e o Construtivismo
Piaget vai incidir os seus estudos na área do comportamento intelectual e cognitivo da criança e do adolescente.
Este defende que o conhecimento é um processo dinâmico há permanentemente interacção entre o sujeito e o objecto. Na sua perspectiva, não é possível separar o sujeito do objecto, como não é possível imaginar um organismo vivo independente do meio, este processo de interacção decorre em etapas sequenciais que Piaget designa por estádios de desenvolvimento (sensório-motor vai do nascimento até aos 18 meses; pré-operatório começa com a linguagem e vai até aos 7 anos; operações concretas vai dos 7 aos 12 anos, a criança é capaz de raciocinar sobre objectos manipuláveis; operações formais surge por volta dos 12 anos, a criança é capaz de raciocinar sobre hipóteses, sobre proposições).
Para Piaget, conhecer é agir e transformar os objectos. O conhecimento não se reduz ao simples registo feito pelo sujeito dos dados já organizados no mundo exterior. O sujeito apreende e interpreta o mundo, através das suas estruturas cognitivas. Mas o sujeito não se encontra apetrechado com estruturas inatas. Essas estruturas são formadas graças à actividade do sujeito no contacto com o meio que está em devir permanente. O processo de conhecimento é o processo de construção de estruturas.
Piaget utiliza a observação naturalista para observar naturalmente as pessoas no seu meio, isto é, no meio em estão habituadas a frequentar e o método clínico tenta-se compreender um caso clinico concreto.
Conclusão: o comportamento do indivíduo, a inteligência, resulta de uma construção progressiva do sujeito em interacção com o meio.
Críticas
os gestaltismo pelo papel passivo que atribuem ao sujeito e por não apresentarem uma perspectiva genética do conhecimento.
Refuta radicalmente a concepção behaviorista, dado que consiste que o comportamento não pode ser explicado pela formula EèR. O sujeito é activo, atribuindo significados aos estímulos. A uma visão associacionista contrapôs uma concepção construtivista através do processo de assimilação (da experiência à mente)/acomodação (da mente à nova experiência).
Evolução do conceito de comportamento
As situações do dia-a-dia, vividos ou observados por ti servem para pôr em causa o rigoroso determinismo estímulo-resposta defendido pelos behavioristas.
Perante uma mesma situação, é grande a possibilidade de surgirem respostas, reacções diferentes, Por exemplo, quando ocorre um acidente (S), as respostas dos sujeitos que o presenciam não são as mesmas: um pode socorrer a vítima (RI), outro procurar um telefone para pedir assistência (R2), outro, impressionado, afastar-se do local (R3), etc.
Além disso, o mesmo sujeito, perante a mesma situação, pode, em momentos diferentes, comportar-se de forma distinta.
Por outro lado, situações diferentes podem desencadear o mesmo tipo de resposta: uma criança pode chorar (R) porque caiu (Sl), porque a mãe lhe recusou um gelado (S2), porque perdeu um brinquedo (S3)...
Uma das criticas mais contundentes ao conceito dos behavioristas foi apresentado por Piaget que propunha uma interpretação mais dinâmica do comportamento.
Para estes psicólogos, o comportamento é a manifestação de uma Personalidade (P) numa dada situação (S). O esquema explicativo que propõem é mais adequado aos comportamentos humanos, dado que tem em conta quer as determinantes do meio quer a personalidade do sujeito.
O comportamento depende da interacção entre a situação e a personalidade do sujeito. A dupla seta, reflecte o carácter dinâmico da relação: não se pode encarar a personalidade independentemente da situação. Produto de um processo complexo, no qual intervêm factores internos e externos, a personalidade constrói-se no contexto do meio, nas diferentes situações vividas pelo sujeito. Por outro lado, o modo como a situação é encarada, interpretada, depende também da personalidade e das experiências anteriores do indivíduo.
O que é importante para explicar um comportamento é o modo como o indivíduo integra os dados da situação, tendo em conta a sua personalidade e a sua experiência.
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